A inflação no Japão subiu pelo 13º mês consecutivo e teve alta, em setembro, de 3%, a maior registrada desde 2014. De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira, 21, pelo Ministério do Interior e Comunicações japonês, setembro foi ainda o sexto mês consecutivo em que a inflação ficou em 2,4% — acima da meta de 2% estabelecida pelo Banco do Japão (BoJ).
Depois de anos em que a tendência foi de queda dos preços, o banco central nipónico tem mantido as taxas de juro próximas de zero para estabilizar os preços ao consumidor.
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No entanto, o aumento do custo das matérias-primas e dos combustíveis, especialmente do petróleo bruto e do gás natural que o Japão tem de importar em grandes quantidades, contribuem significativamente para a alta da inflação.
Além disso, a moeda japonesa continua a cair perante o dólar norte-americano, tendo atingido na quinta-feira 20, pela primeira vez desde 1990, a simbólica marca dos 150 ienes. O iene perdeu mais de 30% do valor em relação ao dólar desde o início do ano.
O ministro das Finanças do Japão, Shunichi Suzuki, reiterou nesta sexta-feira, 21, preocupações com a rápida desvalorização do iene e reforçou prontidão para intervir no mercado de câmbio. “Não há nenhuma mudança em nossa posição de que tomaremos as medidas apropriadas, se houver movimentos excessivos” no mercado de câmbio, afirmou, durante coletiva de imprensa.
O BoJ vai se reunir na próxima semana para discutir a política monetária do país, embora analistas acreditem que o regulador irá manter as taxas de juros ultrabaixas, por considerar que a atual inflação não é estrutural.
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