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Javier Milei reduz despesas com estatais em mais da metade

Governo da Argentina quer reduzir a burocracia estatal e otimizar a economia.

Javier Milei, presidente da Argentina, discursando. Ele veste um terno cinza com uma camisa azul
A Argentina fechou o mês de janeiro com superávit fiscal depois de 10 anos | Foto: Reprodução/Twitter/@JMilei

Durante sua campanha eleitoral para a presidência da Argentina, Javier Milei havia prometido cortar os gastos públicos o máximo possível. Inclusive, a imagem do candidato empunhando uma serra elétrica tornou-se símbolo do fôlego antiestatização no país vizinho. Empresas de setores como transporte aéreo e ferrovias não receberam sequer um centavo do governo Milei no primeiro bimestre de 2024.

Conforme dados divulgados pelo Escritório de Orçamento do Congresso (OPC, na sigla em espanhol), durante janeiro e fevereiro o governo argentino repassou US$ 300,6 bilhões a empresas estatais. Mas, apesar de parecer elevado, esse número representa uma redução de 53% comparativamente ao mesmo período em 2023. Segundo o jornal O Globo, no país vizinho há 10 empresas que não receberam um centavo do governo Milei nesses dois meses.

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A empresa estatal Enarsa, que fornece eletricidade, recebeu US$ 178 bilhões do Tesouro, o que representa cerca de 60% dos repasses do erário. No entanto, ainda assim esses recursos representam 45% a menos do que a empresa estatal recebeu no mesmo período no ano passado. Das 29 companhias descritas nos dados do OPC, apenas três receberam mais do que em 2023: Educ.ar, Ferrocarriles Argentinos e Fadea.

Javier Milei presidente da Argentina
Milei quer diminuir a burocracia estatal na Argentina | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Governo de Javier Milei e as privatizações na Argentina

De acordo com a Lei de Bases, o governo Milei quer privatizar as seguintes empresas: Aerolíneas Argentinas, Enarsa, Radio y Televisión Argentina, AySA, Correo Argentino, Belgrano Cargas y Logística, Sociedad Operadora Ferroviaria, Corredores Viales e Yacimiento Carbonífero Río Turbio.

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Enquanto os possíveis processos de privatização avançam na Casa Rosada, ainda de acordo com O Globo, todas as empresas estatais devem permanecer sob a sondagem do chefe do gabinete, Nicolás Posse — a quem Milei concedeu direitos para nomear e destituir diretores, definir gastos, planos de investimento e também transferências do Tesouro para as empresas de capital estatal. O governo liberal argentino quer diminuir a burocracia estatal em prol de mais liberdade para o cidadão.

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