A Justiça do Peru condenou nesta quarta-feira, 26, o ex-presidente Martín Vizcarra a 14 anos de prisão por corrupção. A sentença também o torna inelegível por nove anos. O tribunal o considerou culpado por receber propina de empreiteiras durante o período em que governou a província de Moquegua, no sul do país, de 2011 a 2014.
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De acordo com o Ministério Público, o ex-presidente teria embolsado cerca de US$ 676 mil para facilitar a concessão de contratos de obras públicas. Durante todo o julgamento, Vizcarra negou envolvimento e afirmou ser vítima de perseguição política.
O processo começou em outubro de 2024 e terminou nesta semana. Vizcarra comandou o país de 2018 a 2020, depois da renúncia do antecessor. Dois anos mais tarde, o Congresso o destituiu em meio a suspeitas de corrupção.
A Promotoria peruana havia solicitado uma sentença de até 15 anos para o ex-presidente. Desde 2018, seis presidentes se revezaram no comando do Peru, em meio a uma política marcada por instabilidade e sucessivos escândalos de corrupção.
Condenação de Vizcarra amplia lista de ex-presidentes presos no Peru
Martín Vizcarra não é o único ex-mandatário peruano a enfrentar a Justiça. Três antecessores também receberam ordens de prisão: Alejandro Toledo e Ollanta Humala respondem por corrupção, enquanto Pedro Castillo está detido sob a acusação de tentar dar um golpe ao tentar dissolver o Congresso.
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Mesmo com a condenação, o ex-presidente continua atuando nos bastidores. Ele é conselheiro do partido Peru Primeiro, legenda pela qual seu irmão, Mario Vizcarra, pretende disputar a Presidência nas eleições de 2026.
Se a moda pega, na América do Sul, vai faltar prisão especial para todos os vagabundos de plantão…
Diga para ele pedir exílio no Brasil. Aqui pode ser Senador e até presidente