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Justiça dos EUA condena Trump a pagar US$ 350 milhões por 'deturpação de riqueza'

Filhos do ex-presidente norte-americano também são alvo do processo

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Ex-presidente dos EUA, Donald Trump vai ter de pagar valor milionário por 'inflar patrimônio' | Foto: Evan El-Amin/Shutterstock

Nesta sexta-feira, 16, o juiz Arthur Engoron, de Nova York, nos Estados Unidos, decidiu que o ex-presidente Donald Trump deve pagar uma multa de US$ 350 milhões. Na cotação atual, o valor corresponde a R$ 1,73 bilhão.

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Conforme o jornal norte-americano The Wall Street Journal, a procuradora-geral Letitia James, de Nova York, processou Trump e sua empresa do setor imobiliário, a Trump Organization, em setembro de 2022.

A Trump Organization e o ex-presidente foram acusados de mentirem durante uma década sobre valores de ativos e seu patrimônio líquido. O objetivo seria obter melhores condições em empréstimos bancários e seguros. O tribunal nova-iorquino acabou por condenar o político por “deturpação de riqueza”.

Com a condenação, Trump está proibido de fazer negócios o Estado de Nova York por três anos. A procuradora-geral disse que o ex-presidente inflou o seu patrimônio líquido em mais de U$ 2 bilhões (quase R$ 10 bi) nas demonstrações financeiras anuais fornecidas a bancos e seguradoras.

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Torre de Trump em Nova York, nos Estados Unidos | Foto: Wikimedia Commons/LSDSL

De acordo com Letitia, alguns dos ativos inflacionados incluem a propriedade do norte-americano em Mar-a-Lago, na Flórida, seu apartamento de cobertura na Trump Tower, na Ilha de Manhattan, e vários edifícios de escritórios e campos de golfe.

Justiça dos EUA também condenou os filhos de Trump

Dois dos filhos de Trump, Donald Jr. e Eric, também se tornaram alvos do processo. Cada um deles terá de pagar US$ 4 milhões (R$ 20 milhões).

Ao condenar o ex-presidente dos EUA, o juiz Engoron disse que Trump e os outros envolvidos no processo são incapazes de “admitir o erro de seus procedimentos”.

Leia também: “As gafes de Joe Biden”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na edição 204 da Revista Oeste

“A falta de arrependimento e remorso beira o patológico”, afirmou o juiz. “Em vez disso (de se arrepender), eles adotam uma postura de ‘não vi nada, não digo nada’ que as evidências desmentem.”

Alina Habba, advogada de Trump neste caso, disse que a decisão é uma injustiça e resultado de uma caça às bruxas com motivações políticas. O ex-presidente e seus filhos vão recorrer da decisão.

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2 comentários
  1. Thiago
    Thiago

    O juiz dizer que a falta de arrependimento beira o patológico, num caso dessa natureza e numa decisão em que cabe revisão, pega mal.

  2. Rosangela J . Dias
    Rosangela J . Dias

    Infelizmente este juiz foi desonesto. Se Deus quizer, Trump sera o novo Presidente dos EUA e o Brasil que se cuide.

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