O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, toma medidas para consolidar sua filha como a sucessora do regime. Parlamentares da Coreia do Sul revelaram nesta quinta-feira, 12, com base em relatórios do Serviço Nacional de Inteligência (NIS), que a jovem já contribui com informações e ideias sobre questões políticas. A informação é da agência Reuters.
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O serviço secreto sul-coreano alterou a classificação da filha de Kim Jong-un, identificada como Kim Ju Ae. Se antes o órgão a descrevia como alguém “em estudo para suceder”, agora o NIS afirma que ela está na fase de ser “nomeada internamente como sucessora”. A agência monitora se Ju Ae comparecerá à próxima reunião do Partido dos Trabalhadores e se o governo anunciará algum título oficial para a adolescente.
Filha de Kim Jong-un, segunda autoridade de fato
A filha de Kim Jong-un, que está no início da adolescência, ganhou destaque na mídia estatal norte-coreana em visitas de campo e inspeções de projetos de armamento. Segundo a agência Reuters, os parlamentares Lee Seong-kweun e Park Sun-won afirmaram que o comportamento de Ju Ae em eventos públicos revela que ela já atua como a segunda autoridade de fato no comando do país.
O governo prepara o nono Congresso do Partido dos Trabalhadores para o final de fevereiro. Analistas acreditam que o evento revelará objetivos cruciais para a economia e a defesa, além de possivelmente oficializar o papel da jovem na hierarquia da quarta geração da dinastia Kim.
Desenvolvimento de submarino nuclear
Em paralelo aos movimentos de sucessão, Kim Jong-un orienta o desenvolvimento de um grande submarino de 8,7 mil toneladas. A inteligência sul-coreana estima que a embarcação possua capacidade para transportar até dez mísseis balísticos. O projeto sugere que a Coreia do Norte planeja utilizar um reator nuclear para mover o submarino, embora permaneçam dúvidas sobre a viabilidade operacional e a segurança da usina de energia.
A agência de espionagem mantém o alerta sobre o avanço tecnológico militar de Pyongyang. O desenvolvimento desses equipamentos ocorre simultaneamente à exibição pública da herdeira política, unindo a demonstração de força bélica à estratégia de continuidade do comando familiar.
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