‘Lockdown pode matar mais do que salvar vidas’, garante Nobel de Química

"Foram extremos os danos sociais causados pelo isolamento, como o abuso doméstico, os divórcios e o alcoolismo", constatou Michael Levitt
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O prêmio Nobel de Química Michael Levitt
O prêmio Nobel de Química Michael Levitt | Foto: Divulgação/The Nobel Foundation

O vencedor do prêmio Nobel de Química em 2013, Michael Levitt, afirmou ontem que foi inútil e perda de tempo o isolamento social radical implementado em vários países.

“O lockdown não salvou vidas. Pelo contrário, penso que pode ter custado vidas”, observou em entrevista ao jornal The Telegraph. Atualmente, Levitt é professor da Universidade Stanford.

Para ele, o confinamento “salvou algumas vidas de acidentes de trânsito, mas foram extremos os danos sociais, como o abuso doméstico, os divórcios e o alcoolismo”.

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Em março deste ano, o professor garantiu que a maioria das previsões de especialistas sobre o coronavírus estava errada. Além disso, chamou a todas de apocalípticas.

Leia também: “‘O lockdown foi um grande erro’, concluem intelectuais alemães”  

Segundo Levitt, a queda nas taxas de infecção desde que o isolamento mundial começou sugere que o vírus “tem sua própria dinâmica”. Portanto, não está relacionada a medidas de bloqueio frequentemente inconsistentes.

“Por razões que não estavam claras para mim, julgo que os líderes entraram em pânico e as pessoas entraram em pânico. Houve uma enorme falta de discussão”, constatou o professor.

Levitt descreve o lockdown como medida medieval e acredita que os epidemiologistas exageram nas alegações para aumentar a probabilidade de ser ouvidos pelas pessoas.

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