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Maduro ficou quase 13 anos no poder

O agora ex-ditador ascendeu ao poder com a morte de Hugo Chávez

O ditador Nicolás Maduro | Foto: Reprodução/Governo da Venezuela
Sob o comando de Maduro, o regime bolivariano prendeu, torturou e assassinou opositores | Foto: Reprodução/Governo da Venezuela

Daqui a menos de 90 dias, o ditador Nicolás Maduro completaria 13 anos na Presidência da Venezuela. Ele chegou ao topo do regime em 8 de março de 2013, com a morte do seu antecessor, Hugo Chávez, de quem era vice. A derrocada aconteceu na madrugada deste sábado, 3, quando o líder bolivariano foi capturado em uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas.

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Em outubro de 2012, Maduro foi nomeado vice-presidente da Venezuela por decisão de Chávez, que passava por tratamento contra um câncer desde 2011. A saúde do então ditador já estava debilitada; em dezembro de 2012, o estado de saúde de Chávez piorou depois de uma cirurgia para combater a doença, realizada em Cuba.

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Hugo Chávez e Luiz Inácio Lula da Silva, durante um encontro no Palácio do Planalto — Brasília (DF), 5/5/2009) | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Sob o comando de Maduro, o regime venezuelano prendeu, torturou e assassinou opositores, além de fraudar eleições. Tais situações foram amplamente denunciadas pela comunidade internacional.

A ditadura de Maduro na Venezuela

No mês passado, por exemplo, uma Missão de Apuração de Fatos da Organização das Nações Unidas concluiu que a Guarda Nacional Bolivariana da Venezuela (GNB) — criada pela ditadura — cometeu graves violações dos direitos humanos e crimes contra a humanidade ao longo de mais de uma década, perseguindo opositores políticos. Entre os abusos, estão detenções arbitrárias, tortura e violência sexual. “Os fatos que documentamos demonstram o papel da GNB em um padrão de repressão sistemática e coordenada contra opositores ou pessoas percebidas como tal, que se estende por mais de uma década”, afirmou Marta Valinas, chefe do grupo de investigação.

Em outubro de 2025, Marina Corina Machado, líder da oposição à ditadura bolivariana, foi anunciada como laureada do Prêmio Nobel da Paz. De acordo com os organizadores, a escolha se deu por seu “trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos do povo da Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”. Em julho de 2024, o regime a impediu de concorrer às eleições presidenciais venezuelanas.

“A Venezuela se transformou de um país relativamente democrático e próspero em um Estado autoritário e brutal, que agora sofre uma crise humanitária e econômica”, escreveu o comitê do Nobel no anúncio da escolha. “A maioria dos venezuelanos vive em extrema pobreza, enquanto uma minoria no topo da pirâmide enriquece. A máquina violenta do Estado se volta contra os próprios cidadãos. Quase 8 milhões de pessoas deixaram o país. A oposição tem sido sistematicamente reprimida por meio de fraude eleitoral, processos judiciais e prisões.”

Narco-Estado

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos denunciou Maduro e outros 14 funcionários do regime por narcoterrorismo. De acordo com William Barr, então procurador-geral, o ditador conspirou com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

“O regime venezuelano, outrora liderado por Nicolás Maduro Moros, continua assolado pela criminalidade e pela corrupção”, afirmou o procurador-geral Barr. “Por mais de 20 anos, Maduro e diversos colegas de alto escalão supostamente conspiraram com as Farc, permitindo a entrada de toneladas de cocaína que devastaram comunidades americanas.”

Anos depois, em 2025, o Departamento do Tesouro dos EUA sancionou o Cartel de Los Soles. Segundo o órgão, trata-se de um grupo criminoso com sede na Venezuela, liderado por Nicolás Maduro Moros e outros indivíduos venezuelanos de alto escalão no regime de Maduro, que fornece apoio material a organizações terroristas estrangeiras que ameaçam a paz e a segurança dos EUA.

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