Mesmo com o coronavírus, China realiza festival de carne de cachorro

Mesmo após a polêmica envolvendo os hábitos alimentares por causa da pandemia, a cidade de Yulin, na China, está realizando um festival de carne de cachorro
-Publicidade-
Foto: Pexels/ Pixabay
Foto: Pexels/ Pixabay | carne de cachorro

Festival na cidade de Yulin especializado em carne de cachorro acontece desde 2009; evento é criticado por defensores do direito dos animais de todo o mundo

carne de cachorro
Foto: Pexels/ Pixabay
-Publicidade-

Mesmo após todo a polêmica envolvendo os hábitos alimentares dos chineses por causa da pandemia, a cidade de Yulin, no sul da China, está realizando um festival de carne de cachorro. O evento, que teve sua primeira edição em 2009, é realizado anualmente e tem duração de dez dias.

Como efeito da pandemia, o governo da China aprovou uma lei que proíbe o comércio e o consumo de animais silvestres. De acordo com o Ministério da Agricultura chinês, no entanto, os cachorros não estão nesta categoria.

O festival de Yulin é criticado por grupos de direitos animais em todo o mundo.  A televisão norte-americana CBS estima em 30 mil o números de cachorros que foram abatidos para o festival no último ano.

Cerca de 10 milhões de cachorros e 4 milhões de gatos são consumidos todos os anos na China, de acordo com grupos de defesa dos animais da Ásia.

O consumo de carne de animais domésticos ainda é muito comum no sul da China. Traficantes são acusados inclusive de roubar animais de estimação para o consumo, informa o G1.

Consumo em declínio

O hábito de comer carne de cães, no entanto, está em queda na China. A pandemia do coronavírus acentuou esse declínio. Um número cada vez maior de chineses adota cachorros como animais de estimação.

“Há cada vez menos clientes”, afirmou para a agência de notícias AFP um funcionário de uma empresa especializada em carne de cachorro.

Veja também: “Cidade chinesa proíbe consumo de carne de cães e gatos”

Em Yulin, onde o festival anual começou no domingo 21 e dura uma semana, dezenas de cães se amontoam em gaiolas estreitas, como constatado pela AFP por meio de vídeos. Como de costume, todos os anos os animais sacrificados são empilhados nos balcões dos açougues.

Morcegos e o coronavírus

De acordo com as autoridades chinesas, o coronavírus se originou em um mercado que vendia morcegos na cidade de Wuhan. O animal é considerado uma iguaria muito saborosa e consumido em sopas.

Em, 2003, o pangolim, um animal semelhante ao tatu e considerado uma iguaria na China, foi certamente o vetor responsável pela pandemia do Sars.

* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais à equipe da publicação, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.

8 comentários

  1. Não se tem nem o que comentar de hábitos tão perversos!!! Choca, agride, nos dá uma vergonha como seres humanos!! O que somos afinal? Que condições morais adquirimos ao longo desta vida? Evoluímos de fato??

  2. A China deveria ter um sério programa de segurança alimentar, parar de depender de exportações para as necessidades primárias do país, inflacionando o preço do alimento no mundo todo, e ter uma nova legislação sanitária sobre manipulação de alimentos. Proibir e regulamentar o consumo de carne deveria ser uma prioridade para o Governo Comunista Chinês. Será que essas viroses já não são o bastante?

Envie um comentário

-Publicidade-
Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Payment methods
Security site
Gostou da Leitura?

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Payment methods
Security site