O presidente da Argentina, Javier Milei, reforçou laços com os Estados Unidos ao discursar na sede da ONU nesta quarta-feira, 24, apenas um dia depois de receber apoio público do presidente norte-americano, Donald Trump. O respaldo norte-americano pode ajudar o argentino na corrida pela reeleição.
Em seu discurso, Milei elogiou as políticas migratórias de Trump e destacou que os EUA “entendem que é o momento de discutir uma questão que estava levando o país à catástrofe”. O argentino afirmou que a imigração “indiscriminada” tem raízes políticas e citou a abordagem “férrea e resoluta” do governo norte-americano no combate à imigração ilegal.
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Durante seu discurso, Milei também se posicionou contra a violência política de grupos de esquerda. “Estamos testemunhando uma escalada inaceitável de violência política por parte da esquerda em nível global. Essa violência é algo com que nós, na Argentina, estamos muito familiarizados”, disse na tribuna da ONU. “É inaceitável recorrer à força onde a razão falha. Portanto, condenamos veementemente esses procedimentos que violam as normas básicas da convivência democrática.”
Discurso del Presidente Javier Milei en la 79° sesión de la Asamblea General de la ONU. pic.twitter.com/pVdtBJP3GD
— Oficina del Presidente (@OPRArgentina) September 24, 2024
O presidente recordou que, em setembro, sua comitiva foi alvo de ataques com pedras em Lomas de Zamora, dias antes das eleições na Província de Buenos Aires. Felizmente, ninguém se feriu. Ele garantiu que seu governo não apoiará restrições às liberdades individuais nem comerciais e defendeu o respeito aos direitos naturais dos cidadãos dos Estados membros da ONU.
Milei direcionou críticas a políticos que aderem ao populismo ao incentivar a inveja e o ressentimento, além de promover um Estado que prejudica a população. Ele comentou o desafio de equilibrar as necessidades do presente e do futuro e ressaltou ser “preciso encontrar um equilíbrio para que o pão de hoje não signifique fome amanhã”.

Milei critica atual configuração da ONU
O presidente argentino também contestou a atual atuação da ONU, inclusive a chamada Agenda 2030. Segundo Milei, “o modelo bem-sucedido das Nações Unidas, que falava da necessidade de paz e vitória e que se baseava na cooperação dos Estados, foi substituído por um modelo de governo supranacional de burocratas internacionais”.
Na véspera, Milei foi elogiado por Trump. “Ele fez um trabalho fantástico, e estou fazendo algo que não costumo fazer: dar a ele todo o meu apoio”, disse o republicano à imprensa. O norte-americano citou a proximidade das eleições legislativas nacionais, de 26 de outubro, e disse estar confiante de que Milei “se sairá bem”.
“Argentina: Javier Milei é um grande amigo, lutador e vencedor, e tem meu total apoio à reeleição como presidente. Ele nunca os decepcionará”, destacou Trump. O encontro breve entre os dois líderes repercutiu positivamente no mercado argentino, que na semana anterior enfrentava instabilidade com a alta do dólar, especialmente depois do revés nas eleições legislativas da Província de Buenos Aires, em 7 de setembro.
🇦🇷🇺🇸‼️AGORA: O presidente Trump se encontra com o presidente de direita da Argentina, JAVIER MILEI, na ONU.
— Conservatism And Elegance 🇺🇲 (@ThayzzySmith) September 23, 2025
"Estou fazendo algo que não costumo fazer: estou dando TOTAL APOIO a ele. Acabamos de apoiá-lo para presidente!"
"Ao povo argentino, estamos apoiando-o 100%!"
"Trabalho… pic.twitter.com/8eu5Df36NZ
Reivindicações territoriais e agenda diplomática
Além das questões políticas e econômicas, Milei reafirmou diante da ONU a reivindicação argentina por territórios. “Quero reiterar nossa reivindicação legítima e inalienável à soberania das Ilhas Malvinas, Geórgia do Sul, Ilhas Sandwich do Sul e os espaços marítimos circundantes que permanecem ocupados ilegalmente”, declarou. “Apesar dos 80 anos que se passaram desde a criação dessa organização, situações coloniais como essas permanecem sem solução.”
Na comitiva que viajou aos EUA estavam Karina Milei, irmã do presidente, além dos ministros Luis Caputo (Economia), Gerardo Werthein (Relações Exteriores), Luis Petri (Defesa) e Manuel Adorni (porta-voz da Casa Rosada). Milei também tem um encontro agendado com Kristalina Georgieva, diretora do Fundo Monetário Internacional.
O presidente argentino também participará de um evento de gala onde será homenageado por Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA. A cerimônia ocorrerá no Ziegfeld Ballroom, em Manhattan, com presença de figuras como Emmanuel Macron, presidente da França, e Gianni Infantino, presidente da Fifa.






































VIVA LA LIBERTAD, CARAJO!!!…