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Morre François Englert, físico que levou à descoberta da 'partícula de Deus'

Nobel de Física de 2013, cientista belga revolucionou a física de partículas

François Englert
O físico François Englert | Foto: Divulgação/ CERN

O físico belga François Englert morreu na quinta-feira 18, em Uccle, subúrbio de Bruxelas, na Bélgica. Ele tinha 93 anos. O Centro Europeu para a Pesquisa Nuclear (Cern) anunciou o falecimento.

Englert dividiu o Prêmio Nobel de Física de 2013 com o britânico Peter Higgs. O comitê concedeu a premiação pela “descoberta teórica de um mecanismo que contribui para nossa compreensão da origem da massa das partículas subatômicas”.

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François Englert nasceu em 6 de novembro de 1932, em Etterbeek, na Bélgica. Ele era filho de judeus poloneses. O físico viveu escondido durante a ocupação nazista na Bélgica para escapar da perseguição. Parte de sua família na Polônia morreu no Holocausto.

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Depois da guerra, Englert formou-se em engenharia eletromecânica pela Universidade Livre de Bruxelas. Em seguida, concluiu o mestrado e o doutorado em física. O cientista também atuou como pesquisador na Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Depois, ele retornou à Bélgica e fundou um grupo de física teórica ao lado de Brout.

Teoria de Englert transformou a física de partículas

Cientistas do Cern confirmaram a teoria de Englert em 4 de julho de 2012. Na data, os pesquisadores anunciaram a detecção do bóson de Higgs, conhecido como “partícula de Deus”. A descoberta confirmou a existência de um campo que confere massa às partículas fundamentais.

Na década de 1960, Englert trabalhou com o físico Robert Brout. Os dois publicaram um artigo em agosto de 1964. O texto propunha a existência de um campo presente em todo o universo para explicar como partículas elementares adquirem massa. Pouco depois, Peter Higgs apresentou uma solução semelhante.

partícula de Deus
A ‘partícula de Deus’ | Foto: Reprodução/ Redes sociais

A teoria previa que esse campo produziria uma partícula quântica sob altas energias. O Cern detectou essa partícula, o bóson de Higgs, em 2012. O experimento consolidou uma das principais previsões do modelo-padrão da física de partículas.

Brout morreu em 2011, antes da concessão do Nobel. Higgs morreu em 2024. Além do Nobel, Englert recebeu o Prêmio Wolf de Física, o Prêmio J.J. Sakurai e o Prêmio Princesa das Astúrias.

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