Movimento com viés de esquerda propõe repatriação de tesouros históricos

Militância politicamente correta contaminou o debate
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A Grande Esfinge de Tânis é uma das maiores esculturas conservadas fora do Egito, descoberta em 1825 pelo egiptólogo e cônsul inglês Henry Salt (1780-1827), nas ruínas do Templo de Amon-Rá, na cidade de Tânis, antiga capital do Baixo Egito, na dinastia XXI (1070 a 945 a.C.) e dinastia XXII (945 a 712 a.C.)
A Grande Esfinge de Tânis é uma das maiores esculturas conservadas fora do Egito, descoberta em 1825 pelo egiptólogo e cônsul inglês Henry Salt (1780-1827), nas ruínas do Templo de Amon-Rá, na cidade de Tânis, antiga capital do Baixo Egito, na dinastia XXI (1070 a 945 a.C.) e dinastia XXII (945 a 712 a.C.) | Foto: Sharon Mollerus/Flickr

A repatriação de tesouros históricos, artísticos e culturais a seus territórios de origem deveria acontecer? O debate é amplo, mas a militância politicamente correta, anticolonialista e contrária às ex-potências imperiais já têm a resposta.

Esse movimento cobra a repatriação de obras de arte e de objetos arqueológicos com base numa série de argumentos. Entre eles: boa parte das peças foi removida com uso de violência; objetos culturais pertencem às culturas que os produziram; não repatriar artefatos saqueados durante regimes colonialistas significa perpetuar a ideologia colonialista de que há culturas inferiores, primitivas; os chamados museus universais, na Europa e nos Estados Unidos, são caros, inacessíveis a populações de países pobres, que jamais poderão ver obras importantes de seus ancestrais.

Alguns governos europeus têm procurado demonstrar especial simpatia por esses argumentos. A Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano, da Alemanha, anunciou que no ano que vem devolverá à Nigéria um conjunto de peças. O Museu Britânico restituiu à Etiópia 13 obras saqueadas em 1868.

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O presidente da França, Emmanuel Macron, mais teatral, aprecia cerimônias nas quais se cerca de autoridades de ex-colônias para discursar sobre a necessidade de “corrigir injustiças históricas”. Em novembro, a França despachou de volta para a África 26 objetos capturados por militares em 1892, quando o Reino do Daomé, hoje Benin, foi derrotado por uma expedição francesa e o território tornou-se um protetorado.

Entre os volumes que desembarcaram no Aeroporto Internacional de Cotonou, estavam as portas de uma das edificações dos Palácios Reais de Abomei, monumento que conquistou da Unesco o status de patrimônio histórico mundial. Com painéis decorados com baixos-relevos de madeira policromada, as portas compunham o acervo do Museu do Quai Branly, de Paris, cuja coleção etnográfica é uma das mais colossais de todo o mundo.

Esses argumentos estão corretos?

A reflexão sobre essa e outras perguntas está no artigo “Onde guardar os tesouros históricos?”, do jornalista Kaíke Nanne, publicado na Edição 92 da Revista Oeste

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15 comentários Ver comentários

  1. Alguém já parou para perguntar a essa turma do politicamente correto se essas riquezas culturais estariam preservadas hoje se tivessem permanecido em seus locais de origem? Teriam sido tão valorizados se tivessem continuado “escondidos” do grande público? Hipocrisia é o que se chama.

  2. Tanto faz onde se encontram os objetos representando a cultura de determinado povo. O que importa é a preservação do material e a sua disponibilidade para pesquisas históricas.

  3. Imaginem derreter todo o ouro das igrejas barrocas portuguesas e devolver para o BrasilIII Bem como os móveis e esculturas produzidas com nossas madeiras. Se as obras de arte destruídas pelo ISIS estivessem em museus fora do Oriente Médio, estariam preservados até hoje

  4. Se é repatriação do tesouro terão que repatriar a dinheirama que o PT enviou aos países comunistas para construções de obras que nem o Brasil tem.

  5. Olha, vivemos um caos, quase uma desordem total em nosso país, justiça, ministério público, congresso, e até às forças armadas corrompidas por malfeitores, com uma mídia atuando apara eles e um presidente banana de rabo preso. Então, sinceramente, isso perde até a importância.

  6. Devolvam tudo para o ISIS. A história do berço da civilização ocidental vai ser toda “preservada”.
    K(kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  7. Esses egípcios de hoje são árabes e nada tem a ver com o antigo povo que habitava aquele sítio esse povo sim eram os autênticos egípcios. O mesmo devemos estender para os demais povos que hoje ocupam o território de antigas civilizações. Quem são os assírios, sumérios, babilônios, os persas, etc… hoje são todos árabes. Então não acho que devem devolver nada para ninguém esses objetos são da humanidade.

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