O observatório Solar Dynamics, da agência aeroespacial norte-americana Nasa, registrou um buraco de “60 Terras” na coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol.
Os pesquisadores detectaram o buraco no último sábado, 2. Com a rotação do astro, essa abertura ficou virada para o Sol, o que provoca impactos na Terra.
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Apesar de ser um fenômeno comum, o buraco tem tamanho considerado “sem precedentes”, em relação aos registrados anteriormente.
O fenômeno se refere a um buraco coronal — uma região da atmosfera solar onde os campos magnéticos se abriram, assim, e permitiram que o vento solar escape.
Diversos feixes de radiação mais fortes que o habitual são liberados nessas aberturas. Segundo a Nasa, uma grande quantidade de vento solar vem em direção à Terra.
O buraco parece escuro, porque o gás quente brilhante normalmente contido na subsuperfície está em falta. Os raios em direção à Terra podem levar a uma tempestade geomagnética de intensidade G2, considerada de nível moderado. A escala vai de G1 a G5.
O buraco do tamanho de “60 Terras” é comum
O buraco detectado na coroa do Sol é considerado um fenômeno comum. Conforme a Nasa, pode surgir em qualquer região do astro.
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Os pesquisadores revelam que o evento é mais comum de ser detectado durante o período “mínimo solar”, quando há menor atividade do ciclo solar.
Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), buracos coronais são criados quando os campos magnéticos que mantêm o Sol em um local se abrem repentinamente e fazem com que o conteúdo presente na superfície superior do astro seja dissipado na forma de vento solar.
Consequências da “tempestade” provocada pelo buraco identificado pela Nasa
A NOAA informa que a tempestade geomagnética pode resultar em falhas de sistemas elétricos e aparições de auroras boreais e austrais.
Ainda de acordo com a NOAA, satélites e ondas de rádio também podem sofrer alterações por causa dessa tempestade.
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