“Estamos preparados para qualquer cenário”, afirmou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, nesta segunda-feira, 23, durante cerimônia de formatura de cadetes das Forças de Defesa de Israel (FDI), ao comentar as crescentes tensões com o Irã.
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A presença de aeronaves de transporte pesado e de reabastecimento norte-americanas foi registrada nesta segunda-feira no Aeroporto de Ben Gurion, relata o portal Ynet. Trata-se de uma grande mobilização militar dos Estados Unidos no Oriente Médio, em meio à possibilidade de um ataque ao Irã.
O porta-aviões USS Gerald R. Ford foi visto próximo à Ilha de Creta, na Grécia, depois de ser deslocado do Caribe, possivelmente para reforçar a defesa de cidades israelenses caso Teerã responda militarmente.
Segundo o Instituto de Estudos de Segurança Nacional, mais de 200 caças norte-americanos estão atualmente na região, com outros 300, incluindo aeronaves baseadas na Europa, entre F-15, F-35 e F-22, além de mais de cem aeronaves de apoio logístico e de comando. A presença naval inclui o USS Abraham Lincoln, o Gerald R. Ford e 12 destróieres, com outros navios possivelmente a caminho.
Netanyahu se alia aos EUA como precaução contra ameaça do Irã
Netanyahu reforçou que Israel atua em conjunto com seu principal aliado, os EUA, e mencionou encontros recentes com o presidente Donald Trump, nos quais apresentou a posição israelense sobre princípios que devem guiar futuras negociações com o Irã.
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Em relação à Faixa de Gaza, o premiê reafirmou o objetivo de desarmar o grupo terrorista Hamas e garantir a desmilitarização do território. “Muito em breve, o Hamas enfrentará um dilema — entregar suas armas voluntariamente ou pela força”, disse o primeiro-ministro israelense. “Não haverá reabilitação do território depois da desmilitarização.”
O ministro da Defesa, Israel Katz, destacou que o país judaico reagirá a qualquer ameaça, “perto ou distante”, enquanto o chefe do Estado-Maior, general Eyal Zamir, afirmou que “nossos olhos estão abertos em todas as direções, e nosso dedo está mais pronto do que nunca diante de qualquer mudança no cenário operacional.”
As tensões aumentaram com a evacuação de dezenas de cidadãos norte-americanos do Líbano, entre os quais funcionários não essenciais da embaixada em Beirute e seus familiares. Protestos estudantis contra o regime iraniano em Teerã, em universidades como Alzahra e Amirkabir, também deixaram o clima mais tenso, já que Trump vem alertando para o fato de que não admitirá que o regime iraniano reprima as manifestações.
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