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Em meio à escalada de tensões entre Havana e Washington, Raúl Rodríguez Castro, neto e conselheiro do ex-líder cubano Raúl Castro, afirmou estar aberto ao diálogo com representantes dos Estados Unidos, incluindo o presidente Donald Trump. As declarações vieram em entrevista divulgada nesta segunda-feira, 6, pelo jornal USA Today. “Posso negociar com qualquer pessoa designada pelos EUA”, afirmou Rodríguez Castro. “Se me derem a oportunidade, claro que com Trump."
Em meio à escalada de tensões entre Havana e Washington, Raúl Rodríguez Castro, neto e conselheiro do ex-líder cubano Raúl Castro, afirmou estar aberto ao diálogo com representantes dos Estados Unidos, incluindo o presidente Donald Trump.
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As declarações vieram em entrevista divulgada nesta segunda-feira, 6, pelo jornal USA Today. “Posso negociar com qualquer pessoa designada pelos EUA”, afirmou Rodríguez Castro. “Se me derem a oportunidade, claro que com Trump.”
Tentativa de aproximação frustrada
No mês de abril, o The Wall Street Journal noticiou que Rodríguez Castro tentou enviar uma carta a Trump com propostas de acordos econômicos e investimentos, além de sugerir o relaxamento de sanções, diante das ameaças da Casa Branca sobre possíveis operações militares em Cuba.
A entrega da mensagem foi frustrada quando o empresário cubano Roberto Carlos Chamizo González, encarregado de levar o documento, foi barrado no Aeroporto de Miami por um agente da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, que reteve a carta e determinou seu retorno a Havana.
O governo dos EUA não confirmou o recebimento da correspondência, e as razões para a retenção do mensageiro no aeroporto permanecem desconhecidas.
Contexto político e declarações
Ao USA Today, Rodríguez Castro afirmou que nunca teve vocação política. “Nunca foi uma vocação minha”, declarou. “Mas se, em algum momento, a revolução precisar que eu assuma a frente, eu o farei.”
O governo Trump, ao justificar pressões mais intensas sobre Cuba desde o início do ano, menciona a presença de bases militares e de inteligência de rivais dos EUA na ilha, além de ter ampliado sanções, feito ameaças militares e indiciado Raúl Castro, em maio, pela morte de quatro ativistas cubano-norte-americanos durante o abate de dois aviões civis em 1996.
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