O atacante brasileiro Neymar foi definitivamente absolvido das acusações de corrupção e fraude relacionadas à sua transferência para o Barcelona em 2013. A decisão foi confirmada nesta quarta-feira, 22, pelo Supremo Tribunal da Espanha (TS), que manteve a sentença já proferida em 2022 pela Audiência de Barcelona (segunda instância).
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Com o veredicto, também ficam livres de responsabilidade criminal os ex-presidentes do clube catalão Sandro Rosell e Josep Maria Bartomeu, além dos representantes do jogador. Os magistrados consideraram que os fatos analisados demonstram “a inconsistência da acusação” e não indicam a existência de crime.
O processo foi movido pelo fundo de investimento brasileiro DIS Esporte. Na ocasião, o DIS possuía 40% dos direitos econômicos do atleta quando ele atuava no Santos Futebol Clube. A empresa alegava ter sido prejudicada porque o valor real da transferência teria sido ocultado por meio de contratos firmados entre o jogador e o Barcelona antes da conclusão do negócio.
A situação também deixou a relação entre Neymar e Santos estremecida por alguns anos. Atualmente, o jogador está reconciliado com o clube. Ele retornou para o Santos em janeiro de 2025 e tem contrato até o fim de 2026. O Santos, inclusive, admitiu uma dívida no valor de R$ 90,5 milhões com a NR Sports, empresa da família de Neymar. Um aditivo contratual assinado no fim de 2025 incluiu o débito no valor devido de direitos de imagem do craque.
Pela decisão desta quarta-feira do TS, não ficou comprovada intenção fraudulenta na negociação. Os juízes consideraram que a contratação decorreu de uma estratégia esportiva do clube catalão para garantir a chegada do atacante e posteriormente antecipar a transferência.
Neymar e a disputa judicial
A disputa judicial teve início em 2015 e se arrastou por anos nos tribunais espanhóis. O julgamento foi realizado em Barcelona em 2022, quando Neymar defendia o Paris Saint‑Germain, que o contratou em 2017, por € 222 milhões, na maior transferência de um jogador na história. O Ministério Público local, na ocasião, chegou a retirar as acusações por entender que o caso se baseava apenas em indícios.
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Apesar da absolvição no processo criminal, a Audiência de Barcelona manteve uma multa de € 5,5 milhões ao Barcelona por irregularidades fiscais relacionadas à operação, referentes aos exercícios de 2011 e 2013. O clube reconheceu as infrações tributárias, mas os ex-dirigentes foram isentados de responsabilidade pessoal.






































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