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Nobel cancela entrevista de María Corina

Participação da opositora à ditadura venezuelana na cerimônia permanece incerta

María Corina Machado, líder da oposição na Venezuela | Foto: Reprodução/X
María Corina Machado, líder da oposição na Venezuela | Foto: Reprodução/X

A ausência de informações concretas sobre o paradeiro de María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, levou o Instituto Nobel a cancelar a entrevista coletiva que aconteceria nesta terça-feira, 9, na Noruega. A participação da opositora à ditadura venezuelana na cerimônia permanece incerta, já que não há confirmação se ela poderá comparecer para receber o prêmio.

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Erik Aasheim, porta-voz do Instituto Nobel, disse à agência de notícias France-Presse que “a própria María Corina Machado disse quão difícil é ir à Noruega”. “Esperamos que ela compareça à cerimônia de entrega do Prêmio Nobel”, afirmou, antes do anúncio do cancelamento do evento coletivo.

Incertezas sobre a presença de María Corina na cerimônia do Nobel

Depois de quase um ano sem aparições públicas, jornalistas aguardavam o possível retorno de María Corina. A líder da oposição na Venezuela foi vista pela última vez em 9 de janeiro, durante um protesto em Caracas contra o terceiro mandato do ditador Nicolás Maduro. 

A ex-deputada acusa o regime chavista de manipular as eleições de julho de 2024, das quais foi excluída. Tarek William Saab, procurador-geral da Venezuela, afirmou no mês passado à agência de notícias AFP que, caso a líder oposicionista viajasse à Noruega, seria considerada foragida.

O ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello, declarou, na segunda-feira 8, não ter informações sobre uma possível viagem de María Corina a Oslo. Uma eventual ida à Noruega levantaria dúvidas sobre o retorno ao país e sobre as condições para continuar liderando a oposição, inclusive do exílio.

Leia mais: “Lições da Venezuela”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 232 da Revista Oeste

Magalli Meda, chefe de campanha de María Corina, afirmou nas redes sociais que a líder opositora não vai se exilar. “Como vamos pensar que não vai retornar e vai ficar no exílio?”, escreveu. “Isso não existe. É como dizer a uma mãe que vai deixar de amar os filhos.”

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