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Novo caça da Marinha dos EUA pode ser o último com piloto humano

Aeronave vai ter alcance ampliado, integração com drones e pode redesenhar a indústria bélica mundial

O caça de sexta geração F/A-XX: último estágio antes dos aviões autônomos | Foto: Reprodução/Twitter/X
O caça de sexta geração F/A-XX: último estágio antes dos aviões autônomos | Foto: Reprodução/Twitter/X

A Marinha dos Estados Unidos acredita que o F/A-XX, caça de sexta geração, poderá ser o último modelo tripulado de sua frota. O projeto faz parte do programa Next Generation Air Dominance (NGAD) naval. Sua concepção objetiva principalmente substituir o veterano F/A-18E/F Super Hornet a partir da década de 2030.

O novo avião terá como objetivo operar em rede com o F-35C e com aeronaves não tripuladas. Trata-se de um conceito de guerra aérea cada vez mais conectado. Entre as inovações previstas estão alcance 25% superior ao dos caças atuais, sensores de alta precisão, sistemas furtivos avançados e até armamentos de energia dirigida, como lasers.

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Marinha: projeto de meio bilhão de dólares para projeto

O investimento é bilionário. O orçamento de 2025 destinou US$ 454 milhões ao projeto, valor que seria reduzido para apenas US$ 74 milhões em 2026. A pressão política e militar, no entanto, levou à aprovação de US$ 500 milhões adicionais, reforçando o status estratégico do programa.

Além de modernizar a aviação naval, o F/A-XX deve desempenhar papel central no futuro da indústria de defesa. A exclusão da Lockheed Martin — fabricante do F-35 — deixou Boeing e Northrop Grumman na disputa. Assim, pode haver uma mudança no equilíbrio entre as gigantes do setor. Especialistas estimam que, ao longo de seu ciclo de vida, o contrato poderá movimentar centenas de bilhões de dólares.

Leia também: “A Guerra do futuro”, reportagem de Fábio Bouéri publicada na Edição 283 da Revista Oeste

Ao assumir a função de núcleo das operações aéreas embarcadas — coordenando caças, drones e sistemas de apoio — o F/A-XX não será apenas uma aeronave, mas o ponto central de um novo modelo de guerra naval. Para analistas, ele marca o fim da era do piloto como protagonista e inaugura uma transição para esquadrões majoritariamente autônomos.

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