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O Tilacino 'aparentemente' não foi extinto

É o que afirmam os cientistas num novo estudo publicado em periódico científico

tilacino extinto
Imagem: Tilacino no zoológico de Hobart na década de 1930/Reprodução

Oficialmente, o último Lobo da Tasmânia, também conhecido como Tilacino (Thylacinus cynocephalus), morreu em cativeiro em 7 de setembro de 1936. Ele vivia no zoológico de Hobart, na Austrália. Contudo, durante as décadas de 1940 e 1950 supostos avistamentos da icônica criatura australiana foram registrados. Mas os relatos cessaram e o mundo finalmente aceitou que o Tilacino estava extinto.  

A União Internacional para a Conservação da Natureza finalmente encerrou o capítulo sobre os Tigres da Tasmânia em 1986. Recentemente, uma nova investigação sobre uma provável linha do tempo para os últimos dias do animal foi publicada; o estudo confirma que o Tilacino provavelmente já estava extinto antes de 1986. 

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Apesar da caça pelo tigre-da-tasmânia sempre existir, a prática se intensificou durante o século XIX.
Imagem: Lobo da Tasmânia no zoológico de Hobart, na década de 1930/Reprodução

Cientistas da Universidade da Tasmânia reuniram uma coleção exaustiva de mais de 1,2 mil relatórios de avistamentos e desenvolveram um novo método para calcular a distribuição dos sítios de Tilacino. Resultado: os últimos membros da espécie desapareceram na década de 1970. Mas aqui está o pulo do gato: os relatos de avistamento, no entanto, podem ser categorizados em diferentes níveis de confiabilidade; o que fornece maior margem de manobra para as conclusões. Daí que os cientistas têm razões suficientes para acreditar que pequenas populações de Tilacinos sobreviveram até a década de 1990, ou mais tarde.  

Baseados nestes dados, alguns otimistas afirmam que é possível que um punhado de Tilacinos ainda esteja à espreita no sudoeste australiano. O Tigre da Tasmânia foi caçado indiscriminadamente pelos colonos ingleses na Austrália; tanto a carne quanto a pele do animal foram vitais para o estabelecimento dos primeiros europeus no continente austral. A pesquisa completa foi publicada no periódico científico Science of the Total Environment. 

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