ONU: guerra bloqueia portos e impede escoamento de alimentos na Ucrânia

Quase 25 milhões de toneladas de grãos estão presos no país por causa dos problemas de infraestrutura
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Os silos cheios podem resultar em escassez de armazenamento durante a próxima safra, em julho e agosto
Os silos cheios podem resultar em escassez de armazenamento durante a próxima safra, em julho e agosto | Foto: Reprodução/FAO

Quase 25 milhões de toneladas de grãos estão presos na Ucrânia devido a problemas de infraestrutura e portos bloqueados no Mar Negro, incluindo Mariupol, informou nesta sexta-feira, 6, a agência de alimentos da Organização das Nações Unidas (FAO, na sigla em inglês).

Os bloqueios são vistos como um fator por trás dos altos preços dos alimentos, que atingiram um recorde em março depois da invasão da Ucrânia pela Rússia, antes de diminuir, em abril, afirmou a organização.

A Ucrânia foi o quarto maior exportador mundial de milho na safra 2020/21 e o sexto maior exportador de trigo, segundo dados do Conselho Internacional de Grãos.

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“São quase 25 milhões de toneladas de grãos que poderiam ser exportados, mas que não podem deixar o país simplesmente por falta de infraestrutura, bloqueio dos portos”, disse Josef Schmidhuber, vice-diretor da FAO. Schmidhuber disse ainda que os silos cheios podem resultar em escassez de armazenamento durante a próxima safra, em julho e agosto.

“Apesar da guerra, as condições de colheita não parecem tão terríveis. Isso pode realmente significar que não há capacidade de armazenamento suficiente na Ucrânia, principalmente se não houver um corredor de trigo aberto para exportação da Ucrânia”, disse ele.

Outra preocupação são os relatos de que alguns depósitos de grãos foram destruídos nos combates na Ucrânia, acrescentou.

Desde que Moscou invadiu o país vizinho, no fim de fevereiro, a Ucrânia foi forçada a exportar grãos de trem pela fronteira ocidental ou de seus pequenos portos no Rio Danúbio, em vez de por mar.

No início desta semana, a chefe da Organização Mundial do Comércio disse à agência de notícias Reuters que estava “seriamente preocupada” com a escalada dos preços dos alimentos e busca soluções ao lado de outros parceiros.

“Realmente ajudaria o mundo se pudéssemos evacuar esse grão (da Ucrânia)“, disse Ngozi Okonjo-Iweala. “Existe um sério risco de os preços dos alimentos subirem e se tornarem inacessíveis, o que pode levar a mais fome”.

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