ONU vai lançar relatório sobre abusos contra muçulmanos na China

Ditadura comunista é acusada de manter dois milhões de uigures e outras minorias em uma rede de detenção, sujeitos a doutrinação, abuso sexual e esterilização forçada
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Muçulmanos uígures na China (Foto: reprodução Wikipedia)
Muçulmanos uígures na China (Foto: reprodução Wikipedia)

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos anunciou que está finalizando o relatório sobre a situação dos muçulmanos uigures da região de Xinjiang, na China. Rupert Colville, seu porta-voz, disse que a publicação deve sair nas próximas semanas. O escritório, comandado pela ex presidente chilena Michelle Bachelet, está tentando uma visita à região desde setembro de 2018, “sem nenhum progresso concreto” até agora. A ditadura chinesa aceita apenas uma “visita amigável”, mas nenhuma “investigação sob a presunção de culpa”.

A missão chinesa em Genebra questionou a imparcialidade do Alto Comissariado, alegando a existência de “forças anti-China nos EUA e no Ocidente”. Os chineses alegam que convidaram a Bachelet para uma “visita amigável” e sem que o evento se transforme em uma “investigação sob a presunção de culpa”.

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Ontem, um tribunal não oficial de advogados e ativistas com sede na Grã-Bretanha fez acusações presidente chinês, Xi Jinping. De acordo com a instituição, o mandatário é o principal responsável pelo chamado genocídio contra a minoria uigur. A China considerou o ato uma “farsa”, uma vez que órgão não tem os poderes para aplicar uma sanção ou pena. A ONU, entretanto, manifestou apoio ao trabalho.

“O tribunal uigures trouxe à luz mais informações que são profundamente perturbadoras em relação ao tratamento dado aos uigures e outras minorias étnicas muçulmanas em Xinjiang”, disse Colville em uma entrevista da ONU em Genebra. “Identificamos padrões semelhantes de detenção arbitrária e maus-tratos em instituições, práticas trabalhistas coercitivas e erosão dos direitos sociais e culturais em geral”.

Mais reações contra o genocídio uigur

Ao menos quatro países — Estados Unidos, Canadá, Austrália e Reino Unido — já informaram que não enviaram representantes diplomáticos aos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim em razão das violações aos direitos humanos cometidas contra a etnia uigur.

Em janeiro, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, afirmou que os Estados Unidos classificaram a China como autora de um genocídio pela forma como reprimiu os muçulmanos uigures na região de Xinjiang. Em março, o Conselho da União Europeia (UE) aprovou a imposição de sanções contra quatro autoridades chinesas e uma organização pública por abusos de direitos humanos contra a minoria uigur na província chinesa de Xinjiang. Em abril, a Câmara do Comuns do parlamento britânico aprovou uma moção atribuiu o status de genocídio afirmando que os uigures são “como vítimas de crimes contra a humanidade e de genocídio”.

 

 

 

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7 comentários Ver comentários

  1. Pouco inteligente ou vendido é quem acredita nos chineses ! Eles querem dominar o mundo agora que os americanos elegeram o pulha do Biden ! Esperem em 2022 se elegerem o Lula ,ele já prometeu entregar o Brasil à China como protetorado !

  2. Interessante, a ONU vai fazer um relatório sobre os abusos contra os muçulmanos na China, mas nunca faz nada contra as atrocidades contra os cristãos que são perseguidos, presos e mortos na China e no mundo todo. As perseguições aos cristãos só aumentam e eles simplesmente fecham os olhos.

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