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Ortega nomeia juízes para a Suprema Corte e fortalece controle na Nicarágua

Entre os 5 ministros escolhidos pelo ditador, há sancionados pelos EUA por repressão a opositores

Daniel Ortega busca criar paramilitar Polícia Voluntária na Nicarágua
Daniel Ortega comanda um regime autoritário de esquerda | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A Diretoria da Assembleia Nacional da Nicarágua empossou, nesta quinta-feira, 27, cinco novos integrantes na Suprema Corte, o que fortalece a influência de Daniel Ortega e Rosario Murillo sobre o Judiciário. Entre os nomeados estão três magistrados que receberam sanções dos Estados Unidos, acusados de apoiar ações de repressão contra opositores do governo.

Os novos ministros incluem Ana Julia Guido, ex-procuradora-geral e ex-vice-diretora da Polícia Nacional, além dos juízes Octavio Rothschuh e Ernesto Rodríguez, ambos do Tribunal de Apelações, a juíza Shura de Bluefields Bonilyn Welcome Crawford e o advogado José Manuel Fuertes Toledo, ex-secretário político da Frente Sandinista em Boaco.

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Guido foi sancionada pela Casa Branca por criar uma unidade que, segundo o governo norte-americano, fabrica acusações e conduz processos contra manifestantes. Rothschuh e Rodríguez também estão na lista de sancionados, por retirarem a cidadania de mais de 300 opositores, entre eles escritores e religiosos, ato que levou à condenação internacional.

O ditador Daniel Ortega e sua mulher, Rosario Murillo | Foto: Reprodução/Redes sociais
O ditador Daniel Ortega e sua mulher, Rosario Murillo | Foto: Reprodução/Redes sociais

Os nomes dos três aparecem na relação de 54 pessoas, liderada por Ortega e Rosario, responsabilizadas por crimes e violações de direitos humanos na Nicarágua desde 2018. A lista foi compilada pelo Grupo de Especialistas em Direitos Humanos na Nicarágua, estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Reformas e concentração de poder na Nicarágua

Desde fevereiro, a Suprema Corte passou a contar com dez ministros, depois de uma reforma constitucional que reduziu o número de juízes e permitiu ao Executivo nomear o presidente do tribunal para mandatos de seis anos. A nova Lei Orgânica do Judiciário submete a Justiça ao controle direto do governo. Os cinco nomeados vão ocupar as vagas de ministros que deixaram o cargo recentemente, citando motivos de saúde e idade.

Implementada em fevereiro, a reforma eliminou o equilíbrio entre os Poderes, ampliou o mandato presidencial para seis anos, criou a figura de copresidente e legalizou a apatridia, medida que impede o acesso a direitos civis. Organizações internacionais, como ONU, Organização dos Estados Americanos e Parlamento Europeu, criticaram duramente as mudanças.

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2 comentários
  1. RODRIGO DE SOUZA COSTA
    RODRIGO DE SOUZA COSTA

    Um país com profundos problemas sociais, reabilitou um político que vivia o ostracismo e que de que volta ao poder, cassou adversarios e reprimiu a oposição. Agora coloca partidários na suprema corte? Tem outro país assim, mas se eu falar posso ser acusado de “atacar o estado democrático de direito” ou então de promover desinformação. O pior disso tudo é que a gente está assistindo e alguns imbecis estão achando lindo e quem tem juízo já está começando a ficar com medo.

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