publicidade
Mundo

Papa Francisco doou R$ 1,3 milhão a presos, diz bispo

Pouco antes de morrer, pontífice autorizou repasse de dinheiro da conta pessoal para pagar dívidas de fábrica de macarrão em Roma

Visita do papa Francisco, em 2023, ao centro de detenção para o qual doou 200 mil euros de sua conta pessoal | Foto: Vatican Media
Visita do papa Francisco, em 2023, ao centro de detenção para o qual doou 200 mil euros de sua conta pessoal | Foto: Vatican Media

Na sua última semana de vida, o papa Francisco fez uma doação pessoal de € 200 mil (cerca de R$ 1,290 milhão) para ajudar presos em Roma. A agência de notícias italiana Ansa confirmou a informação por meio do bispo Benoni Ambarus.

O religioso é responsável pela pastoral carcerária e por iniciativas de caridade em Roma. Conforme declaração de “Don Ben”, como Ambarus era chamado por Francisco, a doação foi retirada diretamente da conta pessoal do pontífice e fazia parte de seus últimos bens. 

Receba nossas atualizações

Papa: objetivo era reduzir o preço do macarrão

O dinheiro teve como destino uma fábrica de massas que funciona no centro de detenção juvenil Casal del Marmo. O bispo acrescentou que o valor de financiamentos pesava sobre o caixa da fábrica. A quitação das dívidas, segundo ele, ajudaria na redução do preço do macarrão. O objetivo seria, assim, principalmente aumentar as vendas e os empregos do local. 

Francisco, então, respondeu: “Estou quase sem dinheiro, mas ainda tenho algo na minha conta”. Dessa forma, ele transferiu os € 200 mil. Durante os 12 anos em que esteve à frente da Igreja Católica, o argentino Jorge Mario Bergoglio ganhou a fama de líder caridoso. Seu próprio nome foi escolhido nesse sentido. 

Ao assumir o trono de São Pedro, em 2013, o papa declarou que havia escolhido o nome de Francisco exatamente para representar os pobres. “Para mim, ele é o homem da pobreza, o homem da paz, o homem que ama e cuida da criação. Ah, como eu gostaria de uma Igreja pobre e para os pobres”.

Ele afirmou ao jornal italiano Il Fatto Quotidiano que uma das razões de seu sofrimento era a indiferença. “Uma coisa que me faz sofrer muito é a globalização da indiferença, virar o rosto para o outro lado e dizer: ‘O que me importa? Não me interessa! Não é problema meu!’”.

+ Leia mais notícias de Mundo na Oeste

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade