O assassinato do prefeito Carlos Manzo, de Uruapan, no México, ocorrido no sábado, 1º, intensificou a crise de violência no país. O político foi baleado durante uma cerimônia do Dia dos Mortos no centro da cidade. Instantes antes do crime, ele havia feito uma transmissão ao vivo pelas redes sociais.
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No momento do ataque, houve troca de tiros. O assassino foi morto pelas autoridades. Dois outros suspeitos foram presos, conforme informou a polícia mexicana.
O prefeito, que exercia o mandato 2024-2027, já havia denunciado atividades criminosas em Uruapan e pedido reforço policial. Ele estava sob proteção da Guarda Nacional desde dezembro do ano passado, com a segurança reforçada em maio.
A dinâmica do ataque no México
O secretário de Segurança e Proteção Cidadã do México, Omar García Harfuch, relatou que a arma apreendida no local está associada a outros conflitos que envolvem grupos criminosos rivais no Estado de Michoacán, onde fica Uruapan. Segundo ele, “a Guarda Nacional designou 14 agentes para proteger o prefeito”. “Infelizmente, os agressores se aproveitaram da vulnerabilidade de um evento público para realizar o ataque.”
Autoridades mexicanas isolaram a área e seguem patrulhando a região, de acordo com comunicado oficial.
O procurador-geral de Michoacán, Carlos Torres Piña, informou que foram recolhidas uma pistola e sete cápsulas de munição no local. Ele esclareceu que o assassino não portava documentos de identificação. Um vereador também foi ferido, mas está fora de risco, conforme o procurador.
Repercussão e contexto da violência
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, repudiou o ataque e destacou a prioridade no combate à impunidade. Segundo ela, desde o começo do mandato, tem reforçado a estratégia de segurança.
Em nota, a Prefeitura de Uruapan lamentou a morte de Manzo e classificou o crime como “covarde, cruel e extremamente repreensível”. A administração municipal afirmou que o episódio ameaça a Justiça, a paz e a vontade popular de Uruapan.
De acordo com a instituição Insight Crime, facções criminosas como Jalisco Nova Geração, Carteles Unidos, La Familia Michoacana e Cavaleiros Templários atuam na região e alimentam a instabilidade. Michoacán enfrenta alta no número de homicídios: cerca de 1,3 mil registros de janeiro a setembro deste ano. É o sétimo Estado mexicano mais violento em 2025.
Leia mais: “Territórios sequestrados”, reportagem publicada na Edição 294 da Revista Oeste
A escalada da violência na região já dura quase duas décadas, desde que o então presidente mexicano, Felipe Calderón, lançou, em dezembro de 2006, uma ofensiva contra o crime organizado. Exemplos recentes incluem o assassinato do empresário Bernardo Bravo Manríquez, líder dos produtores de limão de Apatzingán, localizado no mesmo Estado.







































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