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Primeiro tempo do clássico de Manchester termina com apenas 4 faltas. O que o Brasileirão pode aprender com isso?

A maioria das equipes brasileiras encerrou 2023 com média individual de faltas superior à dos dois times ingleses somados

Erling Haaland, do Manchester City, comemora o terceiro gol com Phil Foden e Bernardo Silva - 3/3/2024 | Lee Smith/Reuters
Erling Haaland, do Manchester City, comemora o terceiro gol com Phil Foden e Bernardo Silva - 3/3/2024 | Lee Smith/Reuters

Quem assistiu ao jogo do Manchester City contra o Manchester United, na tarde deste domingo, 3, deparou com um fato curioso: ao fim do primeiro tempo, houve apenas quatro faltas. Duas para cada lado. Isso significa uma infração a cada 11 minutos. Cartão? Nem pensar.

Essa é uma das razões que explicam a alta intensidade do Campeonato Inglês, popularmente conhecido como Premier League. Ali a bola rola no mesmo ritmo do cronômetro. As faltas táticas são circunstanciais, ocorrem apenas para impedir o adversário de balançar as redes. Na maior parte do tempo, os times correm, trocam passes e criam oportunidades de gol. Os fãs agradecem.

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O clássico deste domingo terminou com 15 faltas, cinco para o City e dez para o United. Para ter uma ideia, a soma das infrações cometidas pelos dois times é praticamente igual à média individual das equipes no Campeonato Brasileiro do ano passado (14,7).

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Ao todo, 11 equipes terminaram o Brasileirão de 2023 com uma média de faltas superior à dos dois times ingleses na partida de hoje. O Goiás lidera a lista, com 17 infrações por jogo, seguido por Santos, Atlético Mineiro, Coritiba, Athletico Paranaense, Bragantino, América Mineiro, Vasco, Palmeiras, Cruzeiro e Bahia, todos acima de 15.

Clássico de Manchester termina com poucas faltas — e muitos gols

Com a bola rolando, o time de Pep Guardiola (City) venceu os Red Devils (United) por 3 a 1. Phil Foden — duas vezes — e Haaland ajudaram o time da casa a conquistar os três pontos. Marcus Rashford descontou para os rivais.

As estatísticas abaixo mostram o resultado de um jogo com poucas faltas:

Leia também: “A falência do futebol brasileiro”, reportagem publicada na Edição 105 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Ricardo José Ramos de Carvalho
    Ricardo José Ramos de Carvalho

    Cartolas despreparados. Árbitros acovardados. Jogadores que caem demais, simulando faltas visivelmente inexistentes (postura antiética). Goleiros que fingem contusão o tempo todo quando o seu time está ganhando (postura antiética). Jogador que cai fora das quatro linhas e rola para dentro do gramado para ser atendido em campo a fim de ganhar tempo, já que seu time está na frente do placar (postura antiética) (agora se o adversário não colocar a bola para fora para atender um companheiro seu que está caído no campo, aí o mundo desaba). Junte tudo isso e nós temos aí o cenário miserável de nosso atual futebol brasileiro. Enquanto esse código de ética hipócrita dos jogadores brasileiros perdurar, vai ser difícil termos jogos agradáveis de se ver.

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