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Produzida com proteína, vacina da Novavax é autorizada no Reino Unido

Diferentemente das vacinas com RNA, a nova fórmula da farmacêutica já entrega a proteína “pronta” para o organismo

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O Reino Unido aprovou para uso a vacina contra a covid-19 desenvolvida à base de proteína e que não utiliza partículas virais e nem RNA mensageiro na composição.

O imunizante é fabricado pela farmacêutica norte-americana Novavax.

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Administrada em duas doses, a vacina obteve a taxa média de eficácia de 89,3% em um estudo de fase três, realizado no Reino Unido.

Para chegar a esta conclusão, os testes envolveram mais de 15 mil voluntários com idades entre 18 e 84 anos, sendo que 27% deles tinham 65 anos ou mais.

Segundo a farmacêutica, a vacina ampliou a resposta imune nos voluntários e é capaz de neutralizar uma série de variantes.

O Reino Unido fez um pedido de 60 milhões de doses e deve começar a aplicar como reforço no segundo semestre deste ano.

Entenda como é a vacina

A vacina da Novavax adota uma proteína espicular — uma proteína em formato de coroa, presente na membrana do coronavírus — purificada.

Diferentemente das vacinas com RNA (técnica utilizada pela Pfizer) que estimulam as células humanas a produzirem esta proteína, a nova fórmula já entrega a proteína “pronta” para o organismo.

Dessa forma, a vacina da Novavax ativa a resposta imune e o corpo produz anticorpos contra o vírus da covid-19, de forma simplificada.

Outras fórmulas de vacinas contra a covid-19 usam fragmentos do coronavírus (CoronaVac) ou vetores virais (fórmulas da Janssen ou da AstraZeneca) para desencadear a imunização. Isso também não ocorre com este imunizante.

Tecnologia semelhante à vacina contra coqueluche

O professor Paul Heath, da Universidade de Londres, que liderou o ensaio clínico da vacina, disse que, embora 84% das pessoas no Reino Unido já tenham tomado as duas doses de outros imunizantes, ela ainda pode ter um papel importante.

“Pode ser que as mulheres grávidas procurem por uma vacina à base de proteínas, que é mais semelhante à vacina contra coqueluche que já recebem rotineiramente na gravidez, e isso pode ser mais aceitável”, explicou.

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1 comentário
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