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Vacina contra HIV começa a ser testada em humanos

Ensaio clínico da farmacêutica Moderna tem 56 voluntários

dependentes químicos
Foto: Adriano Ishibashi/FramePhoto/Estadão Conteúdo

Na quinta-feira 27, a farmacêutica Moderna anunciou que deu início aos testes em humanos para uma vacina contra o HIV. Realizado nos EUA, o ensaio clínico está na primeira fase e tem a participação de 56 voluntários infectados.

Os pacientes já começaram a receber as doses do produto na Escola de Medicina e Ciências da Saúde da Universidade George Washington, localizada na capital americana, segundo comunicado do laboratório.

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A nova vacina é feita com RNA mensageiro, que ensina as células do corpo a produzir proteínas que desencadeiam respostas imunes. Trata-se da mesma tecnologia utilizada na vacina contra a covid-19 da Moderna.

O imunizante contra o HIV é desenvolvido em parceria com a Iniciativa Internacional pela Vacina da Aids (IAVI).

“Estamos tremendamente entusiasmados por avançar nesta nova direção no projeto de vacinas contra o HIV com a plataforma de mRNA da Moderna”, disse Mark Feinberg, CEO da IAVI, em um comunicado.

HIV foi descoberto há quarenta anos

Descoberto na década de 1980, o HIV ainda é um desafio para a ciência por causa de suas constantes mutações e, até hoje, ainda não há uma vacina eficaz contra o patógeno. Cerca de 38 milhões de pessoas no mundo têm HIV.

Um dos maiores desafios para o desenvolvimento de um imunizante é que o vírus se integra ao genoma humano rapidamente. Isso ocorre em até 72h e, a partir de então, a infecção é irreversível.

“A busca por uma vacina contra o HIV tem sido longa e desafiadora, e ter novas ferramentas em termos de imunógenos e plataformas pode ser a chave para fazer progressos rápidos em direção a uma vacina eficaz e urgentemente necessária”, acrescentou Feinberg.

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4 comentários
  1. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    “Um dos maiores desafios para o desenvolvimento de um imunizante é o fato de que o vírus se integra ao genoma humano rapidamente. Isso ocorre em até 72h e, a partir de então, a infecção é irreversível.”
    Isso lembra aquele tratamento precoce, tão condenado logo de início, não é? O tratamento precoce também exige que seja feito em até 72 horas após constatada a infecção, vejam só que coincidência!
    Enfim, não sou “especialista”, apenas um “especialista em nada”, como dizem, então fica só como uma reflexão.

  2. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Agora me digam se essas vacinas com mRNA ou RNA mensageiro (em portugês), são ou não são vacinas experimentais? Esse HIV está circulando por aí há 40 anos, como disseram, me expliquem o motivo dessas pesquisas só agora? De resto, que fique para reflexão dos demais.

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