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Protestos na Bolívia levam bancos a fechar agências em La Paz

Bloqueios e manifestações contra o governo ampliam pressão sobre presidente boliviano e afetam abastecimento no país

Protestos na Bolívia | Foto: Reprodução/Redes Sociais/X
Protestos na Bolívia | Foto: Reprodução/Redes Sociais/X

Diferentes bancos da Bolívia fecharam temporariamente agências em La Paz nesta terça-feira, 19, em meio ao aumento dos protestos contra o governo. Segundo relatos obtidos pela agência Reuters, as instituições financeiras alegaram preocupações com a segurança diante da escalada das manifestações na capital administrativa do país.

Os atos ganharam força nas últimas semanas com a participação de sindicatos, mineiros, trabalhadores do setor de transportes e grupos rurais. Os manifestantes pressionam o presidente Rodrigo Paz a rever medidas de austeridade e enfrentar o aumento do custo de vida no país.

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Os apoiadores de Evo Marales invandiram o aeroporto de Chimoré no último sábado 16| Fotos: Reprodução/Redes Sociais/X

Parte dos protestos também passou a pedir a renúncia do presidente, ampliando a pressão política sobre o governo boliviano. O movimento é organizado por aliados do esquerdista Evo Morales, ex-presidente do país.

Bancos suspendem operações no centro de La Paz

Entre as instituições que fecharam agências na região central de La Paz estão o Banco Nacional da Bolívia, o Banco de Crédito da Bolívia, o Banco Econômico e o Banco Unión. As empresas orientaram clientes a utilizar caixas eletrônicos e serviços digitais durante a paralisação.

Leia também: “Cuba divulga guia de proteção civil por possível ataque militar dos EUA

Funcionários de cinco instituições financeiras disseram à Reuters que as operações só devem voltar ao normal quando os protestos perderem intensidade.

A Associação Bancária Boliviana Asoban evitou comentar os motivos dos fechamentos, mas informou que os serviços financeiros seguem parcialmente operacionais.

Os protestos também provocaram bloqueios em rodovias e agravaram problemas de abastecimento. Caminhões ficaram parados em estradas, enquanto cidades registraram escassez de alimentos, combustível e suprimentos médicos.

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