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'Raio de Ferro': como funciona a arma de Israel que usa laser contra drones e mísseis

A arma gasta menos de cinco dólares por disparo, enquanto os sistemas atuais de defesa custam entre 40 e 80 mil dólares por míssil

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O governo israelense ainda não confirmou oficialmente o uso do Iron Beam contra ataques do Irã | Foto: divulgação / Ministério de Defesa israelense

A ação de Israel contra alvos militares e nucleares tem causado baixas no regime iraniano, entretanto, apesar do poderio bélico e de um sofisticado sistema de defesa aérea, Israel tem registrado diversos ataques do Irã em retaliação. Drones e mísseis iranianos têm deixado um saldo de destruição e de feridos, principalmente civis, dentro de Israel.

Para defender-se dos ataques aéreos do Irã, o governo israelense teria colocado em uso o sistema Iron Beam (Raio de Ferro, em tradução livre), que usa feixes de laser para interceptar mísseis e drones.

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A informação sobre ativação da arma foi confirmada pela agência de notícias russa Tass, na quarta-feira 18.

Israel anunciou o desenvolvimento do Iron Beam em 2022. Na época, o então primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, disse que o sistema traria uma “mudança estratégica para Israel e para o mundo”.

O governo israelense ainda não confirmou oficialmente o uso do Iron Beam contra ataques do Irã, mas já disse ter usado outros sistemas com laser menos potentes anteriormente.

Como funciona o sistema

Em vez de usar mísseis tradicionais, a nova arma dispara um laser de alta energia para neutralizar drones e mísseis inimigos. A arma tem o formato de um canhão que usa uma configuração de espelhos para formar um feixe de luz, que pode ter potência de até 100 kW.

A quantidade de energia produzida em um disparo seria o suficiente para alimentar cerca de 360 casas em um mês, com consumo médio de 200kWh cada.

Leia também: “Líder do Irã se isola em bunker e define sucessão em meio à guerra”

O sistema também conta com um equipamento de monitoramento de alvos por GPS e um centro de comando.

De acordo com o governo israelense, o raio disparado tem o diâmetro de uma moeda e é muito preciso. Como o raio é basicamente luz, está imune aos efeitos de distorção do vento e da temperatura atmosférica.

“Há duas vantagens: o custo por alvo atingido é baixo e a recuperação é fácil”, afirmou Uzi Rubin, engenheiro e analista de defesa israelense, em 2022. “A segunda é que não há munição, o que economiza toda a cadeia de produção e logística.”

Fabricante diz que arma de laser tem custo “quase zero”

De acordo com o fabricante, a arma tem custo “quase zero por interceptação e causa danos colaterais mínimos”. O principal motivo é que o Iron Beam usa apenas energia elétrica ou baterias.

A título de comparação, o Raio de Ferro gasta menos de cinco dólares por disparo, enquanto os sistemas atuais de defesa custam entre 40 e 80 mil dólares por míssil.

A arma pode ser disparada de uma plataforma fixa ou de um avião civil para mirar em qualquer objeto voador.

Alcance ainda é ponto negativo

O Domo de Ferro, atual sistema de defesa de Israel que usa mísseis para interceptar ataques aéreos, tem um custo de 40 mil dólares por disparo e tem um alcance de 69 quilômetros.

Já o Raio de Ferro, apesar do custo baixo por disparo, tem um alcance de apenas 10 quilômetros.

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