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Recado a Pequim: Biden manda navio de guerra a Estreito de Taiwan

Assim como Trump, o novo mandatário norte-americano firma compromisso na defesa da ilha localizada na costa sudeste da China
Destróier USS John S. McCain
Destróier USS John S. McCain | Foto: USS Navy

A Marinha dos Estados Unidos enviou um destróier de mísseis guiados ao Estreito de Taiwan nesta quinta-feira, 4. É a primeira vez que um navio de guerra norte-americano navega pelas águas que separam a China e o Taiwan durante a gestão do presidente dos EUA, Joe Biden. O USS John S. McCain, baseado no Japão, fez o caminho de rotina conforme a lei internacional, disse o tenente Joe Keiley, porta-voz da 7ª Frota da Marinha dos EUA, em comunicado. “A rota do navio pelo Estreito de Taiwan demonstra o compromisso dos EUA com um Indo-Pacífico livre e aberto. As Forças Armadas dos EUA continuarão a voar, navegar e operar em qualquer lugar que a lei internacional permita”, afirmou Keiley.

A questão do autogovernado Taiwan tem sido um dos primeiros grandes desafios de política externa para o democrata Joe Biden. Pequim reivindica total soberania sobre Taiwan, uma democracia de quase 24 milhões de pessoas localizada na costa sudeste da China, apesar do fato de que os dois lados têm sido governados separadamente por mais de sete décadas. No primeiro fim de semana de Biden na presidência, a China despachou duas grandes formações de aviões de guerra para a ilha. O movimento levou Taiwan a tomar medidas de defesa, como o envio de jatos de combate para monitorar os voos chineses.

Os EUA mostraram um forte compromisso com a defesa de Taiwan durante o governo do ex-presidente Donald Trump, ao aprovarem a venda de equipamentos militares sofisticados a Taipei, incluindo caças F-16, mísseis avançados e tanques de batalha, ao mesmo tempo em que enviavam emissários de alto nível à ilha. Comunicados recentes do governo Biden sugerem que essas ações não serão revertidas. “Há um compromisso bipartidário forte e longo com Taiwan”, disse o novo secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, na semana passada. “Parte desse compromisso é garantir que Taiwan tenha a habilidade de se defender contra agressões. E este é um compromisso que permanecerá na gestão Biden”, garantiu Blinken.

Leia também: “Chineses fazem ameaça de guerra a Taiwan”

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