O brasileiro comanda a Organização Mundial do Comércio desde 2013 e está no segundo mandato

O brasileiro Roberto Azevêdo pretende renunciar ao comando da Organização Mundial do Comércio (OMC). O anúncio deve ser feito hoje após uma reunião com os chefes das delegações na sede da entidade, em Genebra, na Suíça.
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De acordo com fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast e como informado pelo jornal O Estado de S. Paulo, Azevêdo deve permanecer como diretor-geral da OMC até setembro, quando se retiraria um ano antes do final de seu segundo mandato na instituição multilateral.
A saída de Azevêdo pode ser considerada uma vitória do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um crítico das mudanças que o brasileiro buscava realizar na OMC.
A crise do coronavírus, e as consequentes barreiras econômicas impostas por alguns países, enfraqueceu o papel da organização e de Azevêdo.
Com a saída do brasileiro, é provável que o governo norte-americano busque exercer mais influência na instituição. Azevêdo deve ser sucedido por um interino, já que a eleição de um novo diretor-geral pode levar meses.
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Os Estados Unidos nunca gostaram de suas duas eleições. Governo brasileiro poderia bancar a permanência dele, mas o Brasil é subalterno dos Estados Unidos no momento.