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Rodrigo Paz, de centro-direita, é eleito presidente da Bolívia

Resultado encerra quase 20 anos de domínio da esquerda no país

Rodrigo Paz é eleito o novo presidente da Bolívia | Foto: Instagram/Reprodução
Rodrigo Paz é eleito o novo presidente da Bolívia | Foto: Instagram/Reprodução

Rodrigo Paz, candidato de centro-direita do Partido Democrata Cristão (PDC), foi eleito presidente da Bolívia ao vencer o segundo turno realizado neste domingo, 19. Os resultados preliminares do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) mostram vantagem irreversível sobre o adversário Jorge “Tuto” Quiroga, da Alianza Libre.

Segundo o TSE, já foram contabilizadas 97% das atas transmitidas, o que confere alta confiabilidade às projeções. Os dados oficiais devem ser divulgados em até 72 horas, mas, segundo o órgão, as três fontes de apuração coincidem quanto à vitória de Paz.

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Ambos os candidatos reconheceram o andamento pacífico do processo e se comprometeram a respeitar o resultado final. Caso o resultado seja efetivamente confirmado, Paz sucederá Luis Arce e tomará posse em 8 de novembro.

Quase 8 milhões de eleitores participaram da escolha entre os dois candidatos de direita, em um segundo turno inédito na história recente do país. A vice-ministra de Comunicação, Gabriela Alcón, afirmou que o governo está preparado para realizar uma transição “rápida, ordenada e democrática”.

Bolívia dá um basta à esquerda

A eleição encerra quase duas décadas de domínio do Movimento ao Socialismo (MAS), legenda fundada por Evo Morales, e ocorre em meio à pior crise econômica boliviana em décadas. O país enfrenta inflação superior a 20%, escassez de combustíveis e produtos básicos, além da queda nas reservas internacionais. As dificuldades econômicas foram o principal tema da campanha e contribuíram para o desgaste do governo.

Paz, de 55 anos, senador e ex-prefeito de Tarija, é filho do ex-presidente Jaime Paz Zamora. Defensor de pautas liberais e de descentralização administrativa, conquistou apoio em regiões urbanas e entre eleitores insatisfeitos com o modelo estatista. Já Quiroga, que governou o país entre 2001 e 2002, apostou na experiência e em uma agenda de abertura internacional.

Leia também: “Uma ilha de liberdade na América Latina”, reportagem de Amanda Sampaio e Carlo Cauti publicada na Edição 217 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. IVAN SEVERO DA SILVA
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