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Rússia ataca Ucrânia de madrugada e deixa 12 mortos

Ofensiva ocorre poucos dias depois de os países trocarem prisioneiros

Um dos prédios bombardeados pelos russos | Foto: Reprodução/Governo da Rússia
Um dos prédios bombardeados pelos russos | Foto: Reprodução/Governo da Rússia

A Rússia atacou a Ucrânia com uma série de mísseis e drones, na madrugada de sexta-feira 6 para sábado 7, deixando 12 mortos e ferindo meia dúzia de crianças.

Depois dos ataques, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia lançou 29 mísseis e 480 drones, mirando infraestruturas energéticas e ferroviárias.

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Os ataques com drones dos dois lados ocorrem poucos dias depois da troca de prisioneiros entre Moscou e Kiev, em conformidade com os acordos alcançados durante a última rodada de negociações de paz em Genebra.

Segundo autoridades em Kharkiv, um ataque com mísseis balísticos destruiu um prédio de apartamentos de cinco andares, matando 10 pessoas.

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“Desde ontem à noite, os escombros de um prédio residencial em Kharkiv estão sendo removidos após um ataque com mísseis balísticos russos”, disse o presidente ucraniano, nas redes sociais. “A Rússia não abandonou suas tentativas de destruir a infraestrutura residencial e crítica da Ucrânia.”

A Rússia, em contrapartida, continua afirmando que ataca apenas alvos militares. Moscou também alegou ter interceptado 124 drones ucranianos durante a noite.

De acordo com o Kremlin, houve um ataque de drones ucranianos na parte ocupada por russos na região de Kherson. Uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas.

Zelensky afirmou que entrou em contato com o presidente francês, Emmanuel Macron, sobre as consequências dos ataques durante uma conversa por telefone.

Na região oriental de Dnipropetrovsk, na Ucrânia, uma pessoa morreu. Já na capital, Kiev, três pessoas ficaram feridas. Em Sumy, na fronteira com a Rússia, um homem de 24 anos morreu em seu carro quando foi atingido por um drone russo, segundo autoridades locais.

Zelensky disse anteriormente que um conflito prolongado no Oriente Médio poderia impedir a entrega de mísseis de defesa aérea fabricados nos Estados Unidos. O país vem enfrentando uma escassez de munições de defesa aérea norte-americanas.

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