Rússia: ataque com carro-bomba mata filha de ‘guru’ de Putin

O Ministério das Relações Exteriores russo especulou que a Ucrânia poderia estar envolvida no atentado

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Alexander Dugin é um autor e ideólogo russo que tem influência significativa sobre o presidente russo
Alexander Dugin é um autor e ideólogo russo que tem influência significativa sobre o presidente russo | Foto: Divulgação

Um ataque com carro-bomba em Moscou, capital da Rússia, matou Darya Dugina, de 30 anos, filha do influente filósofo russo Alexander Dugin, considerado “guru” de Vladimir Putin.

Segundo as autoridades russas, o ataque aconteceu no sábado 20, nas proximidades da capital do país. O carro em que Dugina viajava explodiu.

Segundo a agência de notícias russa Tass, o veículo que ela estava pertencia a seu pai, com isso, as autoridades do país acreditam que Alexander era o verdadeiro alvo da explosão.

Pai e filha participavam de um festival nos arredores de Moscou e Dugina decidiu trocar de carro no último minuto, informou o jornal do governo russo Rossiiskaya Gazeta. “Darya dirige outro carro, mas hoje ela pegou o carro do pai e ele foi separadamente”, disse Andrei Krasnov, chefe do movimento social Russky Gorizont.

Darya Dugina, de 30 anos, era jornalista e especialista em política | Redes Sociais

Alexander Dugin é escritor e ideólogo russo, creditado como o arquiteto ou “guia espiritual” da invasão da Ucrânia pela Rússia. Ele supostamente tem uma influência significativa sobre o presidente russo, Vladimir Putin, e é frequentemente descrito como o “cérebro de Putin”.

Rússia acusa Ucrânia

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia especulou que a Ucrânia poderia estar por trás do ataque. Maria Zakharova, porta-voz do ministério, disse que o rastro da investigação leva ao país vizinho, apontando para uma política de “terrorismo de Estado”.

A Ucrânia negou envolvimento. “Confirmo que a Ucrânia, é claro, não teve nada a ver com isso porque não somos um Estado criminoso, como a Federação Russa, e além disso não somos um Estado terrorista”, disse o assessor presidencial ucraniano Mykhailo Podolyak.

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11 comentários Ver comentários

  1. Cada um acredita naquilo que lhe convém. Está claro que Dugin com o seu „Projeto Eurásia“ contribuiu muito mais a favor do Ocidente do que contra. Ouve-se erroneamente que Putin tem ideias imperialistas, enquanto isso, assistimos o desmantelamento da UE por causa deste raciocínio arrogante e falso.

    O presidente húngaro Viktor Orban argumentou o seguinte: „Quando a guerra na Ucrânia terminar, a UE estará mais fraca do que antes da guerra, enquanto outros países e regiões vencerão. Primeiro, o Ocidente não pode vencer militarmente a guerra na Ucrânia; segundo, as sanções não desestabilizaram de forma alguma a Rússia; terceiro, seus danos à Europa são enormes; quarto, o mundo não está unido atrás dos EUA e da Ucrânia. A maior parte do mundo demonstrativamente não os apoia: os chineses, os indianos, os brasileiros, os sul-africanos, o mundo árabe, a África. É bem possível que esta guerra acabe com a supremacia ocidental”. Orban, por fazer bom uso de suas faculdades mentais, certamente não é atormentado por ressentimentos e dores fantasmas sobre a grandeza perdida. Orban tem a Hungria e isto lhe basta.

      1. Giuseppe,
        Dugin é uma figura marginal em casa. Ele é mais conhecido no exterior do que na Rússia,. A mídia ocidental o usa para sua própria propaganda enganosa. As pesssoas acostumadas a ouvir que Putin é isso e aquilo acreditam em tudo que a mídia ocidental afirma, independentemente de ser verdade ou não. É isso.
        Ciao!

  2. Lula tem acenado com várias propostas de cunho esquerdista radical em 2022, tais como revisão de privatizações, descontrole de gastos públicos, aumento de impostos volta da CPMF, libertação de bandidos, apoio financeiro a Cuba e Venezuela, perseguição a membros da Operação Lava Jato e partidos de oposição (direita), banimento de jornais e emissoras de oposição e maior abertura da economia brasileira ao capital chinês, inclusive à colaboração militar.

    Em termos geopolíticos, Lula presidente afasta o Brasil dos EUA e nos aproxima da China e da Rússia, que têm interesse em colocar mais bases militares na América do Sul, Atlântico Sul e Pacífico.

    Lula não pode ser eleito e, caso seja eleito, deve-se providenciar alguma maneira de impedi-lo de assumir.

  3. Darya estudou filosofia e depois trabalhou como jornalista e cientista política. Como era uma grande admiradora do filósofo grego Platão, deu a si mesma o sobrenome Darya Platonova, sob o qual trabalhou. Alexander Dugin é sem dúvida um patriota,. Patriotismo, aliás, nada tem a ver com nacionalismo, já que um patriota ama o seu país e por isso mesmo respeita o país dos outros. Um nacionalista coloca o seu país acima dos outros. Darya criticava a política do Ocidente, especialmente Maidan, mas críticas aos governos e não aos países, seu povo ou sua cultura. Ela defendia a preservação das culturas e tradições nacionais de todos os países e era contra a imposição forçada de valores artificiais como vemos na propaganda LGBT e de gênero, por exemplo. Pode-se até criticar essas atitudes, mas elas não são fascistas nem nacionalistas. Como seu pai, ela fez campanha pelo que chamaram de “Projeto Eurásia”, ou seja, para que os países da Europa e da Ásia se aproximem e construam suas relações com respeito e em pé de igualdade. Washington e os mentores da “dominação mundial americana” veem o continente eurasiano como chave para preservar o domínio mundial americano exercido desde a década de 90. Portanto, a ideia duginiana bem-sucedida seria o fim do domínio americano sobre parte do continente eurasiano.

    1. Deixou de dizer que Putin e Dugin não se conhecem pessoalmente e que esta historia que seria o Guru de Putin não e´verdade. (afirma a Analista Maria Dubovikova mas não so ela )
      O Cremlin ate´agora não se pronunciou oficialmente. Quem enviou mensagem ao Dugin foi o Patriarca Kiril.

    1. “False flag”?

      Em abril, pouco antes de o plano de assassinato contra Vladimir Solovyov, um apresentador de televisão russo, ser exposto, Zelensky anunciou publicamente:

      “Todos os skabeevas, vagabundos noturnos, perdoe-me, mentirosos da frente e seus chefes em Moscou precisam lembrar que seu fim de vida será atrás das grades, na melhor das hipóteses…”

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