Uma explosão em Moscou, na Rússia, resultou em três mortes nesta quarta-feira, 24, incluindo a de dois policiais que se aproximaram de um homem considerado suspeito nas imediações do local onde, dois dias antes, um general russo havia sido assassinado em um ataque a carro-bomba. As autoridades russas investigam a possibilidade de ligação entre os episódios.
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O Comitê Estatal de Investigação da Rússia detalhou que os policiais morreram depois de abordarem o suspeito, que acionou um explosivo. Uma terceira vítima também morreu, mas sua identidade não foi revelada. Depois do incidente, processos criminais foram abertos com base em assassinato de agentes públicos e tráfico ilegal de explosivos.
Relatos de moradores da Rússia e incertezas sobre autoria
Testemunhas relataram a força da explosão. “Houve uma explosão”, afirmou Alexander, morador da área, à Reuters. “Foi um estrondo alto, como o do carro alguns dias atrás.” Roza, outra residente, contou que acordou durante a madrugada com o impacto, sentindo seu prédio tremer.
Canais não oficiais no Telegram divulgaram que o suposto agressor estaria entre os mortos e que teria detonado o artefato ao ser interceptado pelos policiais.
Ligação com atentado ao general russo
A detonação ocorreu próxima ao ponto onde o tenente-general Fanil Sarvarov, chefe do treinamento operacional do Estado-Maior do Exército russo, foi morto na segunda-feira 22. O governo russo atribui a autoria do ataque à inteligência ucraniana, mas autoridades da Ucrânia não emitiram declarações oficiais sobre o caso até o momento.
Durante o conflito entre Rússia e Ucrânia, que já dura quase quatro anos, vários oficiais militares de alto escalão e apoiadores russos da guerra foram alvos de atentados. A inteligência militar ucraniana já assumiu a responsabilidade por diversos ataques similares.
O site ucraniano não oficial Myrotvorets, conhecido por listar pessoas tidas como criminosos de guerra ou traidores, atualizou a página de Sarvarov para relatar que o general, de 56 anos, havia sido “liquidado”.
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