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Rússia e Ucrânia libertam 206 prisioneiros de guerra

Novo acordo foi mediado pelos Emirados Árabes Unidos; foram soltas 103 pessoas por cada país

Militares ucranianos vibram em campo de batalha, no sudoeste da Rússia. Na imagem, um drone aparece acima dos soldados
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski, postou fotos de militares envolvidos na bandeira ucraniana, falando em celulares e posando para fotos em um local não revelado | Foto: Foto: RS/Via Fotos Públicas

Rússia e Ucrânia libertaram neste sábado, 14, 206 prisioneiros de guerra. Foram 103 pessoas soltas por cada país. A ação ocorre enquanto o Exército ucraniano ocupa parte da região de Kursk, na Rússia.

Kiev afirma que suas tropas capturaram pelo menos 600 soldados russos durante a incursão. A ação facilitou as negociações para a troca de prisioneiros.

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Outra permuta realizada anteriormente, em 24 de agosto, foi uma das maiores. O total de prisioneiros libertados foi de 230, sendo 115 de cada lado. Ambos os acordos foram mediados pelos Emirados Árabes Unidos.

Já na sexta-feira 13, outro acordo permitiu a libertação de 49 ucranianos capturados pelos russos. Contudo, o número de russos não foi divulgado. Os Emirados Árabes também foram os responsáveis por essa mediação.

Trocas frequentes de prisioneiros entre Rússia e Ucrânia

A ofensiva de Kiev, lançada em 6 de agosto na região fronteiriça russa de Kursk, pegou o Exército da Rússia de surpresa. A Ucrânia anunciou a prisão de centenas de soldados russos.

Kiev e Moscou têm trocado prisioneiros com frequência desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, em fevereiro de 2022. A troca deste sábado foi a terceira desde que a Ucrânia começou uma incursão na região de Kursk, que fica na fronteira com a Ucrânia.

Os militares russos capturados foram levados a Belarus, onde recebem a ajuda psicológica e médica necessária. As informações são do Ministério da Defesa russo.

Esforços de mediação dos Emirados Árabes

De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, os Emirados Árabes foram responsáveis pelos esforços de mediação que permitiram a troca. Foi a oitava intervenção com a participação do país desde o começo de 2024.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski, postou fotos de militares envolvidos na bandeira ucraniana, falando em celulares e posando para fotos em um local não revelado.

Zelenski afirmou que os 103 ucranianos eram militares. “Nosso povo está em casa”, disse o líder ucraniano no aplicativo de mensagens Telegram. “Trouxemos com sucesso outros 103 guerreiros do cativeiro russo para a Ucrânia.”

Leia também: “Ditadores também sentem medo”, reportagem de Dagomir Marquezi publicada na Edição 207 da Revista Oeste

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