Rússia faz alerta e ameaça retaliar se demandas não forem aceitas

Kremlin aguarda, nesta semana, resposta dos Estados Unidos sobre as principais solicitações que envolvem a Ucrânia
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O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, discursou nesta quarta-feira no Parlamento
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, discursou nesta quarta-feira no Parlamento | Foto: Reprodução/Flickr

A Rússia fez um alerta nesta quarta-feira, 26, de que adotará “medidas de retaliação” se os Estados Unidos (EUA) e seus aliados rejeitarem as demandas de segurança feitas pelo país em relação à Ucrânia.

A advertência foi feita em meio às preocupações do Ocidente de que a Rússia esteja planejando uma invasão da Ucrânia, depois de mobilizar mais de 100 mil soldados na fronteira com o país vizinho.

O Kremlin nega ter intenção de invadir a Ucrânia, mas não convenceu os EUA nem outros países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que anunciaram a mobilização de tropas nos últimos dias em caso de ataque.

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No centro do impasse estão questões sobre o futuro da Ucrânia. A Rússia exigiu garantias de que a Otan nunca aceitará o país e outras ex-repúblicas soviéticas como membros. O Kremlin também quer que a aliança militar retire tropas e equipamentos militares de sua vizinhança.

Em uma audiência no Parlamento russo nesta quarta-feira, 26, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que ele e outros funcionários do alto escalão do governo aconselharão o presidente do país, Vladimir Putin, sobre os próximos passos, após o Kremlin receber respostas às suas demandas por escrito dos EUA.

A expectativa é que essas respostas sejam enviadas pela Casa Branca nesta semana, mas os EUA e seus aliados já deixaram claro que rejeitarão as principais demandas da Rússia.

“Se o Ocidente continuar com seu curso agressivo, Moscou tomará as medidas de retaliação necessárias”, afirmou o chanceler russo. “Não vamos permitir que nossas propostas sejam afogadas em discussões intermináveis.”

Questionado pelos parlamentares se a Rússia pode expandir a cooperação militar com Cuba, Venezuela e Nicarágua, Lavrov se limitou a dizer que Moscou tem relações próximas com os governos dos três países.

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5 comentários Ver comentários

  1. “Se o ocidente continuar com seu curso agressivo” quando está claro que toda agressão parte dos “camaradas” do lado russo. A Rússia, talvez, ainda olha para o mundo como se fossem a antiga união soviética. Mas é o perigo de guerra que mais assombra. Certamente que o ocidente tem um aliado que a Rússia não tem, a Ucrânia!

    1. A Ucrânia não é nem será aliada do Ocidente, até porque tem praticamente 1/3 de seu território composto de russófonos historicamente ligados ao grande vizinho. O que eles buscam é armamento e dinheiro para sustentar aquele Estado corrupto e falido; nada mais.

      A reação da Rússia é compreensível, vendo que estaria praticamente rodeada de atores hostis.

    2. Não, não está claro.

      A OTAN está avançando em direção a China e Rússia há anos. É compreensível que ela queira se “proteger”, mas para tudo há um limite. Colocar mísseis na Ucrânia é um absurdo. A Rússia estava quieta. A China tem incomodado o cenário geopolítico, realmente, mas a OTAN não tinha nada que mexer nas fronteiras da Rússia.

      Pode ver que a Alemanha está quietinha, porque depende do gás russo, depois de fecharem tudo que é usina nuclear que podiam. Essa ação da OTAN tem cara de segundas intenções.

      Quem acompanha esse Macron, por exemplo, consegue perceber o teor da situação. Po, não é difícil: olha bem os governos dos países membros da OTAN! Observa a situação interna dessas nações, também.

      1. O que de fato quer Vladimir Putin ?
        Está e a questão .
        Não se trata de ameaça por armar países periféricos .
        Não se trata da aproximação as suas fronteiras .
        Este é o espantalho usado por Putin .
        O que de fato ele quer e não declara , está e a questão .
        As coisas não podem e não são óbvias para consumo da massa .
        Se todos dizem estar entendendo e por que não estão entendendo nada .
        O que de fato quer Putin ?

      2. >Não se trata de ameaça por armar países periféricos .
        >Não se trata da aproximação as suas fronteiras .

        Lógico que se trata, J Ponte. É a mesma situação dos mísseis de Cuba. Armar um território significa controlá-lo, significa expansão. A França vive falando de montar um exército europeu.

        Eles estão revoltados porque não conseguiram fazer o que queriam na Síria.

        https://limacharlienews.com/foreign-policy/french-in-syria/

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