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Sanção dos EUA expõe cooperação militar entre Venezuela e Irã

Designação do Tesouro inclui empresa estatal instalada em base aérea e indivíduo ligado à indústria de defesa iraniana

Ditador da Venezuela, Nicolás Maduro | Foto: Reprodução/Redes sociais
O ditador venezuelano, Nicolás Maduro; de acordo com o governo norte-americano, regime chavista tem apoio direto do Irã | Foto: Reprodução/Redes sociais

Nesta terça-feira, 30, o governo Trump impôs novas sanções que revelaram as relações militares entre a ditadura da Venezuela e o Irã.

A designação inclui a Empresa Aeronáutica Nacional S.A. (Eansa), empresa estatal venezuelana criada em 2020 e instalada dentro da Base Aérea Libertador, em Palo Negro, no Estado de Aragua. De acordo com o Tesouro dos EUA, a companhia foi sancionada no âmbito do programa Iran-Con-Arms-Eo, que trata de cooperação com o Irã no setor de armamentos.

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Conforme o documento oficial, a Eansa está “ligada à Qods Aviation Industries”, fabricante iraniana associada ao desenvolvimento de aeronaves não tripuladas e vinculada ao setor de defesa do regime de Teerã. A presença de uma empresa sancionada dentro de uma instalação militar da aviação venezuelana é apontada pelo governo norte-americano como elemento relevante para a medida.

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Além da empresa, o Tesouro norte-americano sancionou José Jesús Urdaneta González, cidadão venezuelano identificado como indivíduo “ligado à Empresa Aeronáutica Nacional S.A.”. A inclusão ocorre pelo envolvimento em atividades enquadradas no mesmo programa de sanções relacionadas à cooperação militar com o Irã.

Além da relação da Venezuela com o Irã: russos também aparecem na lista

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O ditador venezuelano, Nicolás Maduro, e o presidente russo, Vladimir Putin | Foto: Divulgação/Kremlin

A atualização divulgada pelo Tesouro não se restringe à Venezuela e ao Irã. O pacote de sanções anunciado hoje também inclui indivíduos e entidades de outras nacionalidades, entre eles nomes ligados à Rússia, alguns dos quais foram removidos ou tiveram designações ajustadas em programas relacionados a atividades cibernéticas e ao conflito no Leste Europeu.

Segundo o Tesouro, essas alterações fazem parte de revisões periódicas das listas de sanções, que avaliam o grau de envolvimento atual dos alvos designados e a efetividade das medidas impostas anteriormente. O órgão não detalhou, na nota pública, as razões específicas para cada remoção ou modificação.

Ainda assim, o caso venezuelano se destaca no conjunto da atualização pelo caráter estatal da empresa sancionada e por sua instalação em uma base aérea militar em operação, elemento que, de acordo com o enquadramento do Tesouro norte-americano, ultrapassa o âmbito de relações comerciais civis.

Leia também: “A realidade que o Ocidente fingiu não ver”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 298 da Revista Oeste

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