O secretário adjunto do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, elogiou, nesta terça-feira, 21, a decisão do Tribunal Superior de Bogotá que absolveu o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe das acusações de suborno e fraude processual. Em publicação no seu perfil no X, Landau afirmou estar “satisfeito que as instituições judiciais da Colômbia resistiram a uma tentativa descarada de criminalizar a política”.
“Os últimos anos nos mostraram, em países que vão da Colômbia ao Brasil e aos próprios Estados Unidos, que o sistema judicial pode ser usado como uma poderosa arma para distorcer o processo democrático”, escreveu. “Parabenizo o povo colombiano por este importante dia em sua história, em que o Estado de Direito se mostrou mais forte que aqueles que tentaram abusar dele para fins políticos.”
Ele compartilhava publicação do secretário de Estado, Marco Rubio, também comemorando a decisão. “A justiça da Colômbia prevaleceu com a absolvição do ex-presidente Uribe, depois de anos de caça às bruxas política contra ele e sua família”.
Justiça colombiana absolve Uribe
A absolvição de Uribe marca um desfecho importante para um caso que se arrastou por 13 anos e dividiu a opinião pública no país. Em 1º de agosto, o ex-presidente recebeu condenação, em primeira instância, de 12 anos de prisão domiciliar por suposta tentativa de subornar testemunhas.
Ele chegou a ficar em prisão domiciliar por duas semanas. O Tribunal Superior, no entanto, anulou as interceptações telefônicas autorizadas pela Corte Suprema em 2018, por considerá-las ilegais e violadoras da privacidade de Uribe.
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Uribe é fundador do partido de direita Centro Democrático, principal força de oposição ao governo do presidente Gustavo Petro. Durante seu governo, conduziu uma ofensiva militar contra as guerrilhas de esquerda.
O caso contra ele teve origem em 2012, quando Uribe acusou o senador Iván Cepeda de tentar ligá-lo a grupos paramilitares. A Suprema Corte, porém, concluiu em 2018 que Cepeda agiu dentro de suas atribuições. Já Uribe, segundo os ministro, teria tentado influenciar testemunhas por meio de intermediários.


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