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Senegal dobra pena contra relações homossexuais

Lei sancionada por Bassirou Diomaye Faye eleva punições para até 10 anos de prisão e amplia multas

Senegal dobra pena contra relações homossexuais
Bassirou Diomaye Faye governa o Senegal desde março de 2024 | Foto: Reprodução/X

O presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, promulgou uma lei que amplia as penas de prisão para casos de relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo. A punição contra a homossexualidade, que atualmente varia de um a cinco anos, passa a ser de cinco a dez anos. O texto já havia sido aprovado pelo Parlamento.

De acordo com a imprensa local, a legislação foi publicada no diário oficial na véspera, depois da sanção presidencial. Organismos internacionais e entidades de direitos humanos, como a Organização das Nações Unidas e a Human Rights Watch, fizeram apelos contrários à lei, mas sem efeito.

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De acordo com a agência DW, a norma classifica relações homossexuais como “atos contra a natureza”, eleva as multas — que podem ultrapassar o equivalente a R$ 90 mil, ante cerca de R$ 13 mil atualmente — e prevê punições para quem for considerado culpado de “apologia” à homossexualidade. Também estabelece sanções para acusações sem provas desse tipo de conduta.

Senegal dobra pena contra relações homossexuais
Presidente do Senegal em mesquita durante celebração do Ramadã | Foto: Reprodução/X

Mais da metade dos países da África criminaliza homossexualidade

Mais de 30 dos 54 países africanos criminalizam relações entre pessoas do mesmo sexo. Com a nova lei, o Senegal se soma a países como Quênia, Serra Leoa e Tanzânia, onde as penas podem chegar a dez anos ou mais de prisão. Em casos extremos, como em Somália, Uganda e Mauritânia, a legislação prevê até a pena de morte.

Antes da votação, grupos que defendem valores islâmicos organizaram manifestações em apoio à proposta. A polícia realizou ações contra supostos homossexuais, prendeu ao menos uma dúzia de pessoas e contribuiu para um ambiente de temor.

A medida foi aprovada por ampla maioria no Parlamento: 135 votos favoráveis, 3 abstenções e nenhum voto contrário. A iniciativa atende a uma promessa de campanha do primeiro-ministro Ousmane Sonko, que defendeu a discussão do tema no Legislativo.

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