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Símbolo de Cristo tatuado em cadáver é descoberto no Sudão

Ainda é desconhecido se o corpo pertencia a um monge

tatuado cristo cadáver
Símbolo de Cristo encontrado no cadáver | Foto: Divulgação/Centro Polonês de Arqueologia do Mediterrâneo

Arqueólogos encontraram um símbolo de Jesus Cristo tatuado no corpo de um cadáver, enterrado há mais de mil anos, próximo a um mosteiro medieval no Sudão.

O Centro Polonês de Arqueologia do Mediterrâneo, da Universidade de Varsóvia (PCMA UW, na sigla em inglês), divulgou o achado, em 18 de outubro.

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Conforme comunicado da Universidade de Varsóvia, um cristograma (a “tatuagem”) é um símbolo religioso que combina as letras gregas “chi” e “rho” para formar uma abreviação de monograma para o nome de Cristo.

As letras “alfa” e “ômega”, a primeira e a última letras do alfabeto grego, representam a crença cristã de que Deus é o começo e o fim de tudo.

Leia também: “Arqueólogos encontram possíveis degraus onde Jesus teria curado cego”

De acordo com os pesquisadores, embora a tatuagem revele que o indivíduo era cristão, não está claro se ele era um monge.

Os arqueólogos relatam que o corpo não foi enterrado com os monges do mosteiro, mas em um cemitério que pode ter sido usado por pessoas de comunidades próximas.

Símbolo de Cristo tatuado no cadáver surpreende

O achado é apenas a segunda evidência de que a prática era realizada na Núbia Medieval.

A tatuagem havia sido identificada durante uma documentação fotográfica recente, no laboratório de bioarqueologia da PCMA UW, pela especialista Kari Guilbault.

“Foi uma grande surpresa ver, de repente, o que parecia ser uma tatuagem, enquanto eu estava trabalhando com a coleção de Ghazali”, reata Kari.

A especialista e seu colega Robert Stark, bioarqueólogo da PCMA UW, revelaram ao site Live Science que a marca no pé direito do morto é intrigante, visto que Cristo pode ter tido um prego cravado nesse local durante sua crucificação.

Conforme uma análise por datação por radiocarbono, o indivíduo viveu entre os anos 667 e 774 d.C.

Os cientistas disseram que, à época, o cristianismo era a principal religião local e, portanto, “muito comum”. O indivíduo tinha provavelmente entre 35 e 50 anos quando morreu.

Os restos humanos são estudados pelos cientistas, que investigam a origem da população local da região do sítio monástico e procurão entender como era a vida de seus habitantes.

Mosteiro onde os arqueólogos encontram o corpo

Arqueólogos do centro investigaram o mosteiro no sítio monástico de Ghazali, que é um dos sítios arqueológicos mais bem preservados no Sudão, localizado na região de Wadi Abu Dom, no Deserto de Bayuda.

Em uma escavação, entre 2012 e 2018, uma equipe polaco-sudanesa do PCMA UW explorou o mosteiro, datado dos séculos 7 a 13, junto de quatro cemitérios com diversos sepultamentos.

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