Suíça renuncia à neutralidade e ameaça sancionar a China

O país vai seguir a União Europeia e implementar quaisquer medidas punitivas em caso de invasão de Taiwan
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Tsai Ing-wen discursando para tropas de Taiwan. O governo promete reagir a qualquer invasão
Tsai Ing-wen discursando para tropas de Taiwan. O governo promete reagir a qualquer invasão | Foto: Presidência de Taiwan/Flickr

A Suíça abriu mão da neutralidade e ameaçou impor sanções à China, caso o país invada Taiwan. A secretária de Estado para Assuntos Econômicos, Marie-Gabrielle Ineichen-Fleisch, disse que o país vai seguir a União Europeia (UE) e implementar quaisquer medidas punitivas em caso de invasão.

A China vem intensificando a atividade militar em torno de Taiwan, buscando pressionar o governo de lá a aceitar a soberania chinesa. O governo de Taiwan afirma que apenas os 23 milhões de habitantes da ilha podem decidir seu futuro e que, embora queira a paz, se defenderá caso seja atacado.

Ao ser questionada pelo jornal suíço Neue Zuercher Zeitung, a secretária afirmou que “no caso da China, as sanções seriam muito mais drásticas”, em comparação as retaliações aplicadas contra a Rússia. “As relações econômicas com a China são muito mais importantes. Portanto, provavelmente haveria discussões maiores do que havia na questão da Rússia. Mas eu espero que nunca chegue a isso”, afirmou Ineichen-Fleisch.

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A partir deste mês, a Suíça congelou 6,7 bilhões de francos suíços (mais de R$ 36 bilhões) em ativos financeiros russos e 15 propriedades. O país é um destino popular para a elite de Moscou e um local de retenção para a riqueza russa.

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