As autoridades do talibã intensificaram práticas terroristas para restringir o acesso à internet no Afeganistão. Nesta quarta-feira, 17, cortaram conexões de fibra óptica em várias províncias, dentro de uma campanha contra a “imoralidade”. A ordem partiu do líder supremo do regime, Haibatullah Akhundzada.
“Esta medida foi tomada para prevenir a imoralidade e serão implementadas opções alternativas em todo o país para satisfazer as necessidades de conectividade”, disse Attaullah Zaid, porta-voz da província de Balj.
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O bloqueio deixou dezenas de milhares de pessoas sem acesso à internet de alta velocidade por dois dias. O corte gerou preocupação entre a população, que enfrentou falhas de comunicação.
Ação do Talibã têm consequências econômicas
De acordo com a AFP, a fibra óptica é a principal tecnologia usada no Afeganistão. “Se estes problemas de conexão não se resolverem, sofreremos grandes perdas”, declarou Atta Mohamed, empreiteiro do setor de mármore em Kandahar, à agência internacional. “Se não respondermos aos e-mails dos nossos clientes (…), não poderemos continuar com nosso negócio. Não dormi um minuto sequer.”
Nesta terça-feira, 16, Kureshi Badlun, porta-voz da província de Nangarhar, afirmou em nota que “estudos recentes realizados no Afeganistão mostram que os aplicativos online afetaram negativamente as bases econômicas, sociais, culturais e religiosas da sociedade e levaram à corrupção moral”.
Em 2024, os talibãs haviam promovido a expansão da fibra óptica como “prioridade” para conectar o país ao mundo e reduzir a pobreza. Desde 2021, quando voltaram ao poder, porém, o grupo impôs diversas restrições baseadas em sua interpretação rigorosa da lei islâmica.








































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