Encerrou-se em novembro de 2025 a temporada de furacões no Atlântico. Havia o prognóstico de que essa temporada registraria fenômenos um pouco acima da média, e, portanto, recebeu o tradicional selo de “temporada mais ativa”. Contudo, diferentemente dos anos anteriores — especialmente a temporada de 2024 que também tinha prognóstico de atividade acima da média e acabou não tendo nada de excepcional —, em 2025, não observamos o mesmo alarde. O que será que mudou? Os ciclones tropicais ou o modo como a mídia tratou o assunto?
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A temporada de 2025 começou oficialmente em 1º de junho e durou até o dia 30 de novembro. Em abril de 2025, a agência da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (National Oceanic and Atmospheric Administration, NOAA, na sigla em inglês) dos EUA fez seu prognóstico pré-temporada no qual alertou para a maior probabilidade de um grande número de sistemas nomeados — aqueles que alcançaram a categoria de tempestade tropical, dentro da escala dos ciclones tropicais.
Um segundo prognóstico, lançado depois do começo da temporada, em junho, quando se tem uma melhor estimativa das condições da água do mar, manteve a projeção de 17 sistemas nomeados. Apenas em julho, um mês depois do começo da temporada, esse número foi reduzido para 16.
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Entre as instituições de estudo e pesquisa, os prognósticos variaram um pouco. A Universidade do Arizona prognosticou uma temporada próxima da normal climatológica de 30 anos (1990‑2020), ou seja, “14,4” sistemas nomeados. Em geral as outras instituições como as da Carolina do Norte, Missouri e Pensilvânia, apresentaram seus prognósticos oscilando entre a média e pouco acima desta. Há uma exceção. A instituição privada The Weather Company (TWC) apresentou um prognóstico bem acima da média, com 19 sistemas nomeados, incluindo nove furacões, sendo quatro de alta intensidade.
Lembramos que, quando um sistema tropical alcança o status de “depressão tropical”, embora ele já seja considerado um ciclone tropical, ele apenas recebe um número sequencial que o posiciona na fila do tempo. Se os ventos médios mantidos ultrapassam os 62 quilômetros por hora (km.h-1), eles sobem no ordenamento, passando a serem classificados como “tempestade tropical”, além de receberem o nome da lista pré-estabelecida para aquele ano pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), divulgada pelo Centro Nacional de Furacões (National Hurricane Center, NHC, na sigla em inglês) dos EUA.
Temporada 2025 de furacões começa tranquila
A temporada de 2025 começou bem tranquila, mesmo com o primeiro sistema nomeado: a tempestade tropical Andrea, classificada em 23 de junho. Contudo, os primeiros problemas surgiram seis dias depois pelo sistema subsequente. Na manhã de 29 de junho, a tempestade tropical Barry foi batizada. Esse sistema durou apenas dois dias, passando por Belize e chegando ao continente pelo Sudeste do México, no Estado de Veracruz, onde causou rápidas enchentes nos pontos mais elevados, além de inundações da Península de Yucatán, ainda como distúrbio tropical, portanto, não como ciclone. Ao mesmo tempo em que o terreno acidentado dessa região não contribuiu com o sistema, a inclinação das vertentes escoou rapidamente as chuvas torrenciais para as áreas baixas, criando problemas nas áreas de várzea e drenagem dos cursos d’água.
Barry retornou ao mar e somente por poucas horas, em uma rota curta, conseguiu se transformar em tempestade tropical, recebendo sua denominação. Porém, adentrou novamente o continente no nordeste do México, onde seu decaimento foi pleno. Embora tenha apresentado um ciclo rápido, os efeitos do sistema moribundo atingiram os EUA na região do Texas e toda a umidade remanescente, associada com a umidade proveniente do fluxo de vento do setor do Pacífico Leste, ocasionaram chuvas persistentes no Estado, provocando inundações nas planícies. Estima-se que morreram oito pessoas no México em decorrência direta da passagem do sistema e 135 devido às inundações no Texas, entre 4 e 5 de julho, por sua influência indireta, pois envolveram também a controvérsia da gestão dos sistemas de drenagem nos EUA naquela região.
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O primeiro furacão do Atlântico em 2025 foi declarado apenas em 15 de agosto, depois do início da alta temporada, quando a tempestade tropical Erin alcançou e manteve ventos da categoria 1 dos furacões (CAT-1 da Escala de Ventos de Furacões de Saffir-Simpson). Erin começou como um distúrbio tropical na costa da África, em 9 de agosto. O sistema se fortaleceu em uma tempestade tropical em 11 de agosto, tornando-se a quinta tempestade nomeada. Esse distúrbio tropical que depois se tornou o Erin passou perto da Ilha de São Vicente, em Cabo Verde. As chuvas torrenciais desencadearam inundações que levaram o governo a declarar “estado de desastre”. Segundo relatos, nove pessoas perderam suas vidas.
O furacão Erin também entrou na lista de ciclones tropicais de rápido desenvolvimento. Depois de ser classificado como furacão, em 15 de agosto, já na manhã do dia 16, o sistema se tornou um furacão de alta intensidade (todos os CAT 3, 4 e 5), alcançando CAT-4, com ventos mantidos acima de 234 km.h-1. Pouco tempo depois, a nordeste de Anguilla, no Caribe, o sistema passou para CAT‑5, com ventos mantidos em 258 km.h-1. Antes de decair para uma tempestade tropical e metamorfosear para extratropical, mudou algumas vezes de categoria, enfraquecendo na manhã de 17 de agosto, para CAT-3, recuperando a força ainda na mesma noite para CAT-4, mas depois, conforme acompanhava a costa Leste, foi se enfraquecendo. No percurso, gerou ondas que atingiram a costa, bem como intensa corrente marítima de retorno.
Desde que os registros de ciclones tropicais começaram pelo sistema estadunidense de monitoramento, em 1851, houve apenas 11 outros furacões no Atlântico que tiveram ventos de 234 km.h-1 ou mais intensos tão precocemente, no começo da temporada. Contudo, não podemos misturar tipos de registros de vigilância, pois seis desses eventos foram verificados depois do início da Era dos Satélites, incluindo os militares, que nos levam à data de 1969. Os que ocorreram entre 1851 a 1968, portanto durante 117 anos, ou não existiram, ou não foram vistos, pois não havia cobertura efetiva de observação, embora registros em navios mostrem claros indícios de sua existência.
Durante o pico da temporada, período definido pelos valores climatológicos entre 1º e 15 de setembro, quando geralmente ocorrem mais furacões concomitantemente, além de mais intensos, as condições da troposfera, a primeira camada da atmosfera de baixo para cima, não foram favoráveis ao desenvolvimento de ciclones tropicais. Essa foi uma grande surpresa, pois tivemos três semanas em que os ventos em altitude apresentaram cisalhamento, ou seja, mudavam de sentido conforme se sobe em altitude, além de ar mais seco e uma condição de estabilidade atmosférica duradoura. Justamente essa última inibiu ou desfavoreceu ainda mais o desenvolvimento vertical das nuvens do tipo Cumulonimbus (Cb), a célula-mãe para o surgimento e manutenção dos ciclones tropicais. Os registros climatológicos indicaram que a última vez que essa situação bastante incomum de relativa calmaria por um período tão longo ocorreu durante a temporada de 1992.
É curioso que tal situação só tivesse ocorrido no ano em que realizavam a maior reunião climática, com repercussão global, a Rio-92, no Rio de Janeiro, ou seja, uma verdadeira cerimônia e uma ode à Gaia. Parece que Deus deu um recado com os furacões neste ano de 2025, repetindo a mesma calmaria verificada em 1992, justamente no período de maior atividade e frequência, mostrando que é Ele quem está no controle.
De 29 de agosto a 16 de setembro, nenhum sistema desenvolveu-se ao ponto de ser nominado. Essa calmaria se encerrou com a formação de outro distúrbio tropical que, pelo potencial acumulado durante a ausência de sistemas maturados no auge da temporada, permitiu uma rápida formação e desenvolvimento. Assim, surgia Gabrielle, no final da tarde de 17 de setembro, quando o sistema intensificou-se sobre o oceano, passando de uma depressão tropical para uma tempestade tropical.
Gabrielle evoluiu até atingir a CAT-4 na categoria dos furacões, contudo, todo o seu desenvolvimento e manutenção foram bem difíceis devido ao cisalhamento de vento, oriundo de campos de pressão atmosférica pouco uniforme. O furacão teve todo o seu ciclo de desenvolvimento sobre o oceano, derivando inicialmente para leste, depois norte e terminando seguindo a rota de nordeste, em sentido ao Atlântico Norte.
Já o furacão Humberto, também classificado como de alta intensidade, pois alcançou CAT-5, durou de 24 de setembro até 1º de outubro. Chegou a alcançar 260 km.h-1 no auge da sua formação. Este sistema também apresentou uma rota análoga ao Gabrielle, porém um pouco mais ao sul, o que começou a chamar a atenção para esta temporada, pois a maioria dos sistemas beirou a Costa Leste dos EUA e foi arrastada pelas ondas atmosféricas das correntes de oeste, em latitudes mais altas.
A seguir, o furacão Imelda chegou a CAT-2, mas seu desenvolvimento também ocorreu pela rota que se afastava do continente, próximo da Flórida, seguindo para nordeste. Depois de uma sequência de sistemas nomeados menores onde nenhum deles atingiu o nível de furacão, em 21 de outubro tivemos o surgimento do Melissa, um furacão de alta intensidade, o terceiro da temporada registrado como CAT-5, que manteve por pelo menos um minuto, ventos de 295 km.h-1. Esse, diferentemente dos outros grandes furacões, apresentou uma rota linear de leste pelo centro do Mar do Caribe, quando deu uma verdadeira guinada de 90 graus para a sua direita, mudando para norte, devido a uma alta pressão que se encontrava sobre o Golfo do México que bloqueou a sua passagem.
Furacão Melissa
Ao guinar para o norte, o furacão Melissa atingiu a costa da Jamaica, na região de Negrill, em 27 de outubro, ainda como CAT-5. Com tamanho centro de baixa pressão do núcleo do furacão passando sobre áreas construídas, o estrago foi imenso. Pessoas que se encontravam em edifícios na região urbana sentiram a descompressão rápida, especialmente quando as vidraças eram arrancadas dos prédios. O desastre nesse caso foi completo pois apresentou todos os eventos associados a um grande furacão como chuvas torrenciais, ventos intensos, arrebentação de vagalhões na costa, elevação do nível do mar etc.
O sistema Melissa entrou para os livros de História da Meteorologia pela sua espetacular formação perfeitamente estruturada, típica de ciclones tropicais do Pacífico, os tufões. Essa morfologia é rara na bacia do Atlântico devido às diversas interferências, tanto de relevo, quanto de ventos (figura dois). Melissa apresentou um olho coeso de apenas 8,6 milhas (cerca de 13,8 km) de raio e topo de nuvens de elevada altitude, com temperaturas de –80,0oC (figura um).

É muito interessante notar que, embora todos prognósticos apontassem para uma temporada “ativa”, isso não se confirmou. Ressaltamos que, desde o início da tomada de dados pelos satélites meteorológicos militares, em 1969, o pico da temporada, quando há um número fenomenal de ocorrências, incluindo sistemas intensos, simplesmente não aconteceu em 2025! Isso só reforça a tese da alta variabilidade dos fenômenos e o quanto cada temporada tem a sua própria característica, desfazendo geralmente, expectativas e prognósticos mais elaborados. Também expõe o quanto ainda não sabemos das diversas combinações dos fatores que amplificam ou amainam os ciclones.
Uma questão que deve ser esclarecida para essa temporada é que a maior parte dos sistemas, incluindo os furacões de alta intensidade, apresentou parte significativa do seu desenvolvimento longe das regiões densamente habitadas dos EUA, ficando em alto mar, o que relativizou, ou pelo menos amainou bastante a condição de perigo, com a tensão iminente de um possível desastre. Esse padrão se perpetuou até o fim da temporada, elegendo 2025, como um ano em que a área continental dos EUA não recebeu furacões, situação que ocorre a cada oito ou dez anos. Neste caso, foram exatos dez.
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As exceções problemáticas foram o decaído Barry, logo no início, que chegou à costa do Texas, e a tempestade tropical Chantal, que cruzou a península da Flórida ainda como depressão tropical, portanto sem nome, só se intensificando depois de atravessá-la, quando então entrou no continente pelo estado da Carolina do Sul, EUA, e perdeu sua força rapidamente. De qualquer forma, a força e a intensidade de um furacão nem sempre são determinantes para desastres, pois em muitas ocasiões, foram sistemas menos intensos que fizeram mais estragos e causaram mais perdas de vidas.
A configuração das rotas dos ciclones tropicais neste ano de 2025 nos EUA, seguindo por rotas distantes que acompanharam o litoral, somente agitando o mar, fez-me lembrar da passagem bíblica de Jeremias 5:22, na qual o profeta cita a fala em que Deus afirma que ainda que o mar levante suas ondas, elas não prevalecerão, ainda que agitem a costa e bramem, não passarão, pois Ele fez a areia das praias como seu limite perpétuo. Claro que tivemos mortes e danos, mas para um bom observador, parece que esse quadro também combinou com a calmaria análoga a temporada de 1992.
Temporada 2025 termina com 5 furacões
A temporada de 2025 terminou com 13 sistemas nomeados, sendo cinco furacões, com quatro dentro da categoria de alta intensidade (CAT 3 a 5), onde três destes atingiram CAT-5. Em uma média climatológica (1991-2020) de 14,4 sistemas nomeados, 7,2 ocorrências de furacões, onde 3,2 é o valor médio dos de alta intensidade, podemos classificar a temporada de 2025 como entre relativamente fraca e abaixo da média. (Uma observação: é preciso relativizar os décimos das médias, pois servem apenas com referências estatísticas, afinal, não existe “meio-nome”, ou “0,2 furacão”). Alguns especialistas prognosticam que poderemos entrar naquela fase de sequência de anos menos ativos em breve.
Alarmismo menor
Sabemos que a atual administração demitiu uma quantidade substancial dos efetivos dos departamentos e institutos federais de tempo e clima que lá atuavam. Se imaginarmos que alguns ativistas foram dispensados, provavelmente isso também resultou em menor alarmismo climático e mais realidade meteorológica. Assim, será que essa timidez da imprensa nos EUA e até mesmo por boa parte do mundo sobre essa temporada de furacões tem a ver com o governo Trump?
Certamente que sim, pois não foi diferente do Brasil. Durante o governo Bolsonaro, muitos desses “especialistas em clima” ficaram longe dos holofotes, voltando somente agora nos últimos três anos a ficarem em evidência devido à gestão (ou falta de) atual, proferindo seus costumeiros discursos patéticos e alarmistas sobre fim do mundo, caos ambiental-climático etc. sem nenhum embasamento científico. Interessante que são as mesmas idiotices de sempre, as quais já são ditas há pelo menos 25 anos. Contudo, ninguém vai checar o que eles falaram lá atrás para conferir se acertaram alguma coisa.
Pois é, os falsos profetas continuam a serem envergonhados, pois no último relatório do IPCC (Sixth Assessment Report – AR6, 2023), na área, erroneamente descrita como “fenômenos climáticos”, o texto foi categórico em afirmar que não há tendência detectada sobre uma gama significativa de eventos, como secas, inundações etc., inclusive sobre as diversas estatísticas dos furacões, incluindo intensidade, número de ocorrências, entre outras. Finalmente admitiram o que já se sabia há pelo menos 20 anos sobre os ciclones tropicais: a alta variabilidade não permite fundamentar as trivialidades do discurso.
Aí aparece uma senhora de nome Bianca Santana, ESPECIALISTE em clima, escrevinhadora apelidada de jornalista. “ Enfrentar a emergência climática exige mais do que tecnologia e inovação verde. É fundamental estruturar sistemas capazes de proteger pessoas antes, durante e depois dos eventos.” Sabemos que o pano de fundo é o interesse financeiro e nada mais das mesmas ONGs e globalistas podres, NEGACIONISTAS JURAMENTADOS DO CLIMA. Muito tempo atrás era a CAMADA DE OZÔNIO, ROMBO NA CAMADA DE OZÔNIO, EFEITO ESTUFA, AQUECIMNTO GLOBAL, agora é EMERGÊNCIA CLIMÁTICA, coisa de quem muda a coleira, mas a CACHORRADA é a mesma. Dona Bianca, vamos pensar fora da sua bolha ideológica/financeira? O globo terrestre tem 71% de Oceanos e Mares, 29% de Continentes. Desses 29%, 16% são Desertos e Terras Geladas, 7% de Florestas Tropicais e Boreais. Sobram então, senhora ESPECIALISTE, Dona Bianca, 6% de toda área do globo terrestre sob o domínio do homem malvadão, e nesses 6% estão os países que que financiam a senhora, a agricultura que alimentam a senhora e até sua recreação. Como é que com tão pouca área o ser humano pode MANIPULAR TODO CLIMA DO PLANETA TERRA? A senhora, para não pagar mais micos e ter alguma credibilidade com seus já raríssimos leitores, falar com as ONGs provedoras da senhora, Greenpeace, WWF, Friends of the Earth, Rainforest Alliance, Clean Air Task Force, que a MALANDRAGEM CLIMÁTICA que a narrativa cansou, flopou, desacreditou-se. Sei que talvez a senhora não tenha autorização para escrevinhar o que não seja agradável a seus provedores, mas a TERRA ESTÁ ESFRIANDO E NÃO AQUECENDO e a lorota da SUSTENTABILIDADE é só mais uma ARAPUCA CLIMÁTICA. Sugiro à senhora, se sua honestidade chegar a tanto, o leitura do artigo “ Ciclos climáticos e causas naturais das mudanças do clima “, publicado em 22/01/2018 pela UNICAMP, que lhe lembro, não é “ bolsonarista “ ou negacionista climática. Resumo. “A periódica mudança climática na Terra pode ser explicada por um número reduzido de fatores terrestres e astronômicos. Nas escalas anual/diária, o clima obedece aos movimentos de translação e de rotação. Ciclos climáticos de períodos médios (décadas/séculos/milênios) relacionam-se a mudanças na radiação solar, provocadas pela influência de grandes planetas do Sistema Solar. As oscilações oceânicas (ordem decadal) são possivelmente causadas por influências planetárias e lunares. Ciclos climáticos longos (dezenas a centenas de milhares de anos) são causados por variações nos parâmetros da órbita da Terra (excentricidade, obliquidade e precessão). Eventos de impacto de grandes corpos no planeta e extinções em massa de espécies advêm de superciclos (dezenas de milhões de anos) provocados pela oscilação vertical do Sistema Solar em relação ao plano galáctico. Tectonismo, vulcanismo e a evolução de supercontinentes exibem superciclos (centenas de milhões de anos) induzidos pelo deslocamento do Sistema Solar ao redor do centro da Via Láctea e pela variação de raios cósmicos. Fatores astronômicos permeiam praticamente todas as ordens dos ciclos climáticos e atuam direta ou indiretamente nos processos bio-geo-oceânico-atmosféricos. Conclui-se que o clima na Terra é caracterizado por ciclos controlados astronomicamente pela Lua, o Sol, os planetas, o Sistema Solar e, até mesmo, a Galáxia.”