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Trump adverte Irã a não reagir com violência a protestos

Presidente dos EUA disse que o país "está pronto para agir" contra excessos do regime

Protestos no Irã | Foto: Reprodução/X
Protestos no Irã | Foto: Reprodução/X

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou um recado direto ao Irã: advertiu o governo e autoridades militares a não reagir com violência contra os protestos que tomaram as ruas do país nos últimos dias. Eles protestam contra a alta de preços e falta de liberdade no país governado por aiatolás desde a revolução islâmica de 1979.

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Trump disse que os EUA estão prontos para agir se houver reação violenta do Irã, “como é seu costume”. “Se o Irã atirar e matar violentamente manifestantes pacíficos, como é seu costume, os Estados Unidos da América virão em seu auxílio. Estamos prontos para agir”, declarou Trump em uma postagem na Truth Social.

Ao menos sete pessoas morreram nesta última onda de protestos. Nas manifestações de 2022, depois da morte da jovem Mahsa Amini na cadeia, que foi presa por não usar o hijab, mais de 500 pessoas foram mortas pelas forças de segurança do Irã, e cerca de 20 mil foram presas durante os meses que duraram as manifestações.

Protestos no Irã

Os protestos no Irã começaram em 28 de dezembro e, nesta sexta-feira, 2 entraram em seu sexto dia consecutivo. O movimento começou no Grande Bazar de Teerã, onde comerciantes deflagraram uma greve contra o colapso acelerado do rial, a moeda nacional, e a inflação descontrolada, que ultrapassou 40%.

Rapidamente a insatisfação sobre o elevado custo de vida se transformou em um levante nacional contra o regime teocrático. Em dezenas de cidades, incluindo Teerã, Isfahan, Shiraz e Qom, os manifestantes pedem a queda do aiatolá Khamenei, o líder supremo do regime, e o fim da ditadura.

Até agora foram confirmadas pelo menos sete mortes de manifestantes causadas por disparos das forças de segurança, além de dezenas de feridos e centenas de prisões. Entre os mortos, há registros de confrontos em províncias como Lorestan, Isfahan e Charmahal e Bakhtiari.

+ Irã suspende atividades em meio a protestos contra o aiatolá

No oeste do país, a tensão resultou na morte de um integrante do Basij, milícia ligada à Guarda Revolucionária Islâmica. O jovem, de 21 anos, atuava como voluntário e morreu em Kuhdasht, na Província de Lorestão. Autoridades locais afirmaram que ele foi atingido durante tentativas de conter distúrbios nas ruas. Trata-se da primeira morte confirmada entre agentes de segurança desde o início da onda de protestos.

Prédios públicos atacados

Uma das situações mais graves ocorreu na cidade de Fasa, no centro-sul iraniano. Imagens que circularam nas redes sociais mostram que manifestantes lançaram objetos contra um complexo administrativo e conseguiram forçar a entrada no local. Relatos de grupos opositores sugerem que o gabinete do governador foi invadido, o que levou forças da Guarda Revolucionária a reagir com disparos.

Em Lordegan, no sudoeste do país, protestos também terminaram em confronto. Segundo a agência estatal de notícias Fars, participantes atiraram pedras contra prédios oficiais, bancos e uma mesquita. A polícia respondeu com gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. A cidade tem cerca de 40 mil habitantes e fica a aproximadamente 650 quilômetros da capital.

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