Nesta quinta-feira, 29, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou medidas para reabrir o espaço aéreo venezuelano ao tráfego comercial e retomar viagens de norte-americanos ao país.
O republicano afirmou que comunicou à líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, a liberação de todas as rotas aéreas comerciais do país e que cidadãos norte-americanos poderão voltar a visitar o destino em breve.
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Trump informou que orientou o secretário de Transportes, Sean Duffy, e líderes militares norte-americanos a adotarem providências para viabilizar a liberação do espaço aéreo até o fim do dia.
“Cidadãos norte-americanos vão poder ir à Venezuela muito em breve, e estarão seguros lá”, afirmou o presidente dos EUA.
Alerta de segurança permanece apesar do anúncio
Mesmo com o anúncio, o Departamento de Estado dos EUA manteve o alerta máximo, desaconselhando viagens ao país devido a riscos como detenções indevidas, tortura e sequestros.
A American Airlines, última empresa dos EUA a operar na Venezuela antes de suspender os voos em 2019, informou que divulgará mais detalhes sobre o retorno das operações nos próximos meses, em parceria com autoridades federais, para análises de segurança e obtenção de permissões necessárias.
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“Temos mais de 30 anos conectando venezuelanos aos EUA, e estamos prontos para renovar esse relacionamento incrível”, destacou Nat Pieper, diretor comercial da America Airlines.
Trump iniciou processo de reabertura da embaixada em Caracas
No início da semana, a Casa Branca notificou o Congresso norte-americano sobre os primeiros passos para reabrir a embaixada norte-americana em Caracas, como parte do processo para restabelecer relações diplomáticas depois da operação militar que capturou o então ditador Nicolás Maduro.
Em comunicado, na segunda-feira 26, o Departamento de Estado anunciou o envio crescente de funcionários temporários para desempenhar funções diplomáticas específicas. Em novembro do ano passado, durante o aumento da pressão sobre Maduro, Trump declarou que o espaço aéreo venezuelano deveria ser considerado “totalmente fechado”.
Depois dessa orientação, a Administração Federal de Aviação (FAA) aconselhou cautela a pilotos que sobrevoassem a Venezuela devido à intensificação de ações militares, o que motivou o cancelamento de voos internacionais para o país.
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Este mês, a FAA emitiu um alerta semelhante, válido por 60 dias, recomendando que operadores de aeronaves dos EUA mantivessem atenção ao voar sobre o leste do Pacífico, próximo ao México, à América Central e a partes da América do Sul.
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