O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou, neste domingo, 15, que integrantes de um conselho internacional recém-criado prometeram investir US$ 5 bilhões na reconstrução da Faixa de Gaza e enviar milhares de agentes para forças de estabilização e policiamento no território. Segundo Trump, os compromissos devem ser anunciados formalmente na quinta-feira, 19, durante a primeira reunião do Conselho da Paz, em Washington, relata a AP.
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Em publicação nas redes sociais, o presidente declarou: “O Conselho da Paz provará ser o organismo internacional mais relevante da história, e é uma honra para mim servir como seu presidente.”
O governo dos EUA não detalhou quais países assumiram os compromissos financeiros nem quais enviarão tropas para a força de estabilização. Até agora, o único posicionamento concreto veio da Indonésia. As Forças Armadas do país informaram que até 8 mil militares podem estar preparados até o fim de junho para missão humanitária e de paz no território palestino.
A recuperação da região é vista como um desafio de grande dimensão. Estimativas da Organização das Nações Unidas, do Banco Mundial e da União Europeia indicam que os custos podem chegar a US$ 70 bilhões. Depois de mais de dois anos de ofensiva israelense, extensas áreas ficaram severamente danificadas.
O acordo de cessar-fogo mediado pelos EUA prevê a presença de uma força internacional armada responsável por manter a segurança e supervisionar o desarmamento do grupo terrorista Hamas, exigência central de Israel. Até o momento, poucos países demonstraram disposição para integrar a operação.
Firmado em 10 de outubro, o pacto buscou encerrar a guerra prolongada entre Israel e Hamas. Inicialmente foram devolvidos todos os reféns vivos. E os corpos dos que morreram foram recuperados gradativamente.
Os restos mortais do último refém, Ran Gvili, foram recuperados em 26 de janeiro. Apesar da redução dos confrontos mais intensos, forças israelenses continuam realizando ataques aéreos e disparos em áreas próximas a zonas sob controle militar, com o argumento de que terroristas estão violando o cessar-fogo.
Agenda de Trump para Gaza
Ainda não há confirmação sobre quantos dos mais de 20 integrantes do conselho participarão do primeiro encontro. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que se reuniu com Trump na Casa Branca na semana passada, não deve comparecer.
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Inicialmente o conselho foi apresentado como um mecanismo voltado ao fim da guerra em Gaza. Com o tempo, passou a refletir uma agenda mais ampla da política externa de Trump, com a proposta de atuar na resolução de crises globais e reformular a ordem internacional estabelecida depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Aliados ocidentais veem a iniciativa com cautela e avaliam que ela pode competir com organismos multilaterais tradicionais, como o Conselho de Segurança da ONU.
Diversos parceiros dos EUA, especialmente na Europa, recusaram aderir ao projeto por receio de sobreposição com instituições internacionais já existentes. Trump confirmou ainda que a reunião ocorrerá no Instituto de Paz dos EUA, rebatizado em dezembro como Donald J. Trump US Institute of Peace. O edifício, relata a agência, é alvo de disputa judicial desde que o governo assumiu o controle da instituição no ano passado e demitiu a maior parte dos funcionários, decisão contestada por ex-dirigentes e empregados.






































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