O presidente Donald Trump, dos Estados Unidos (EUA), planeja instalar uma grande base militar no sul da Faixa de Gaza, com capacidade para até 5 mil soldados e função de comando de uma força internacional de estabilização do território, segundo documentos revelados pelo The Guardian.
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A instalação faria parte de um novo arranjo político e militar voltado à reorganização da segurança e da administração local. O projeto está inserido na criação do Conselho da Paz, presidido por Trump e com participação de Jared Kushner. Ele, que é genro de Trump, atua como responsável por supervisionar a chamada Força Internacional de Estabilização e coordenar a governança do território, onde ocorreu uma incursão militar israelense depois dos ataques de 7 de outubro a Israel, realizado pelo grupo terrorista Hamas.
A estrutura planejada ocuparia cerca de 140 hectares e seria projetada como um complexo de alta proteção, com torres de vigilância blindadas, área para treinamento com armamentos, bunkers com sistemas de ventilação e centros de apoio logístico. O plano também exige estudos geofísicos prévios para localizar túneis e cavidades subterrâneas, medida associada à extensa infraestrutura construída pelo Hamas na região.
Respaldada pelo Conselho de Segurança da ONU, a força internacional teria como atribuições controlar as fronteiras de Gaza, garantir a ordem interna, proteger a população civil e capacitar unidades policiais palestinas autorizadas. Não há, contudo, definições sobre como o contingente atuaria diante de uma eventual retomada de confrontos armados, bombardeios israelenses ou ataques do Hamas.
Trump e a administração de Gaza
A proposta também inclui medidas voltadas à reorganização institucional do território. Em Washington, o enviado do Conselho da Paz, Nickolay Mladenov, afirmou que sua equipe auxiliará o Comitê Nacional para a Administração de Gaza na remoção de obstáculos ao estabelecimento de controle civil. Segundo ele, foi criado um mecanismo de coordenação com a Autoridade Palestina e será implementado um programa gradual de desarmamento. A formação dos futuros agentes da polícia local está prevista para ocorrer no Egito.
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A composição internacional da iniciativa ainda está em negociação. A Indonésia teria se mostrado disposta a enviar milhares de militares, e mais de 20 países aderiram ao Conselho da Paz, embora importantes potências europeias, como França e Alemanha, tenham recusado participação.
O projeto levanta questionamentos entre especialistas sobre seu enquadramento jurídico e o modelo de governança proposto, com avaliações de que o controle efetivo da estrutura poderia permanecer concentrado nos EUA. Um representante do governo norte-americano declarou que “nenhuma bota norte-americana será enviada para o terreno”, sem comentar os documentos divulgados.






































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