O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou, nesta terça-feira, 23, o reconhecimento do Estado palestino por alguns países recentemente. Segundo ele, “as recompensas seriam grandes demais para os terroristas do Hamas por suas atrocidades”.
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Trump deu essas declarações na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), seis anos depois de sua última fala. Ele afirmou que, diante da recusa do grupo terrorista em aceitar ofertas de paz, a prioridade de quem busca a paz deve ser unificada: “Libertem os reféns agora”, disse, recebendo aplausos da plateia.
Na visão de Trump, sua atuação mobilizou líderes a sugerirem que ele ganhasse o Prêmio Nobel da Paz. Ele ressaltou porém que considera mais importante as negociações imediatas para o retorno dos 20 reféns ainda retidos em Gaza.
“Não podemos liberar apenas um ou dois; precisamos de todos, vivos ou mortos”, afirmou, condenando a rendição aos pedidos de resgate do Hamas. Ele disse que o “verdadeiro prêmio” não é um Nobel, mas a preservação de vidas: “O que me importa não é ganhar prêmios, é salvar vidas.”
Na fala dele também foi mencionada a influência do Irã. As instalações nucleares iranianas atacadas em junho por Israel, com complementação dos EUA, foram uma maneira de neutralizar as ambições do pais, pelas palavras de Trump.
“Minha posição é muito simples: o principal Estado patrocinador do terrorismo no mundo jamais deve possuir a arma mais perigosa.”
O discurso também foi aplaudido pelo embaixador israelense na ONU, Danny Danon
Trump voltou a fazer críticas à ONU, ao dizer que a organização produz mais problemas do que soluções. “Qual é a finalidade das Nações Unidas?”
Em seguida, o presidente acrescentou: “A ONU tem um potencial tremendo… Mas não chega nem perto de cumprir esse potencial”.
“Pelo menos por enquanto, tudo o que parecem fazer é redigir uma carta com palavras fortes e nunca dar seguimento. Palavras vazias não resolvem guerra.”
Trump e líderes globais na ONU
Ele destacou o que, na sua visão, são esforços para encerrar conflitos globais, ao afirmar ter dado fim a sete guerras, entre elas confrontos entre Israel e Irã, Egito e Etiópia, e Camboja e Tailândia.
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Trump disse que essas iniciativas foram necessárias na ausência de apoio da ONU. “As armas da guerra destruíram a paz que eu havia construído.”
No atual contexto em que a assembleia se realizou, Trump tem sido procurado por líderes globais, entre os quais o secretário-geral da ONU, António Guterres, e presidentes como Volodymyr Zelenskyy (Ucrânia), Javier Milei (Argentina) e Ursula von der Leyen (Comissão Europeia).
Na agenda de Trump, está previsto um encontro multilateral com líderes de países muçulmanos, entre os quais Catar, Arábia Saudita, Egito e Jordânia, centrado no conflito em Gaza.
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