O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou dois representantes à Suíça para participar das negociações com o Irã previstas para este fim de semana. O republicano manteve a iniciativa mesmo depois do adiamento das conversas e da nova escalada militar entre Israel e Hezbollah no Líbano.
Segundo informações divulgadas pelo site Axios, Steve Witkoff, emissário norte-americano para o Oriente Médio, e Jared Kushner, enviado especial para missões de paz, viajaram ao país europeu para conduzir as tratativas.
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O vice-presidente J.D. Vance afirmou que também pretende seguir para a Suíça em breve. “Espero partir em algum momento nos próximos dias, mas já se sabe que isso é sempre uma questão delicada de coordenação”, declarou à Fox News.
O impasse entre EUA e Irã
As negociações deveriam ter começado antes. O cronograma mudou depois que autoridades iranianas adiaram a viagem em meio à deterioração da situação de segurança na região.
Nesta sexta-feira, 19, mediadores dos EUA e do Catar anunciaram um cessar-fogo entre Israel e Hezbollah. Tel-Aviv afirmou que respeitaria a trégua caso o grupo libanês também cumprisse o acordo.
O acordo durou pouco. Neste sábado, 20, ataques israelenses no sul do Líbano deixaram 23 mortos e 20 feridos, segundo relatos de moradores da região. O Exército israelense afirmou que as operações foram realizadas depois que terroristas do Hezbollah dispararam contra soldados israelenses durante a noite. Os militares classificaram a ação como uma resposta a violações repetidas do cessar-fogo.
A nova rodada de confrontos atingiu diretamente os esforços diplomáticos em andamento. Autoridades iranianas decidiram adiar a ida à Suíça por causa dos ataques israelenses. Algumas das principais autoridades envolvidas nas negociações ainda não chegaram ao país europeu, segundo a agência Reuters.
Apesar dos percalços, Washington manteve seus representantes em deslocamento e tenta preservar o canal de diálogo aberto com Teerã. As conversas têm como objetivo discutir os termos de um possível acordo para encerrar o conflito e reduzir as tensões na região.
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