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Trump fala em 'mudança de regime' no Irã

País persa adota uma teocracia islâmica desde 1979

Donald Trump discursa durante evento com líderes cristãos | Foto: Casa Branca/Divulgação
Donald Trump discursa durante evento com líderes cristãos | Foto: Casa Branca/Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer declarações incisivas sobre o Irã neste domingo, 22, ao sugerir publicamente a possibilidade de uma troca de governo no país persa.

Em publicação feita na plataforma Truth Social, o presidente afirmou: “Não é politicamente correto usar o termo ‘mudança de regime’, mas se o atual regime iraniano é incapaz de FAZER O IRÃ GRANDE NOVAMENTE, por que não haveria uma mudança de regime?”.

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A declaração ocorre em meio a uma escalada de tensões no Oriente Médio. Neste sábado, 21, os EUA bombardearam três instalações nucleares iranianas. Apesar de autoridades norte-americanas assegurarem que os ataques não tinham como objetivo depor a liderança do país, a fala de Trump introduz um novo elemento ao debate diplomático e militar.

O Irã é uma teocracia muçulmana desde 1979, quando a Revolução Islâmica resultou na derrubada do xá Reza Pahlavi e na ascensão do aiatolá Ruhollah Khomeini. Desde 1989, o cargo de líder supremo é ocupado pelo aiatolá Ali Khamenei, que detém autoridade sobre todos os aspectos do governo.

Trump rompe acordo nuclear e adota nova estratégia de pressão

O atual impasse entre EUA e Irã tem como ponto central o programa nuclear iraniano. Em 2018, Trump retirou o país do acordo firmado em 2015, que previa o relaxamento de sanções econômicas em troca de compromissos iranianos de não desenvolver armas nucleares.

Desde então, Teerã aumentou significativamente a produção de urânio enriquecido e acendeu alertas internacionais. Estimativas sugerem que o país teria capacidade para produzir de seis a 15 ogivas nucleares em curto prazo.

Diante desse cenário, os EUA retomaram negociações com o Irã, agora sob pressão militar. Trump exigiu o desmantelamento total do programa nuclear, mas Khamenei recusou-se, sob a alegação que as centrífugas são uma peça estratégica tanto para fins pacíficos quanto como ferramenta de dissuasão.

A ofensiva norte-americana mais recente foi, segundo o secretário de Defesa Pete Hegseth, meticulosamente planejada ao longo de meses. Hegseth afirmou que a operação exigiu “a mais alta segurança operacional”, ao destacar que ela visava a encerrar o conflito em termos favoráveis a Washington e Tel-Aviv.

Leia também: “O Brasil não está longe da fronteira da Faixa de Gaza”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 186 da Revista Oeste

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